Quanto rende guardar R$ 100, R$ 500 ou R$ 1.000 por mês na Caixinha do Nubank em 1, 5, 10, 20 e 30 anos (2026)

Resposta rápida

Guardando todo mês numa aplicação de 100% do CDI como a Caixinha do Nubank, com o CDI a 13,65% ao ano: R$ 100 por mês viram cerca de R$ 22.366 em 10 anos e R$ 365.856 em 30 anos; R$ 500 por mês viram R$ 111.829 em 10 anos e R$ 1.829.280 em 30 anos; R$ 1.000 por mês viram R$ 223.658 em 10 anos e R$ 3.658.559 em 30 anos. Valores líquidos de IR, nominais (sem descontar a inflação) e supondo o CDI estável e nenhum aporte interrompido.

Quanto rende guardar R$ 100, R$ 500 ou R$ 1.000 por mês na Caixinha do Nubank

A pergunta mais comum de quem começa a investir não é “onde aplicar R$ 50 mil”, e sim “se eu guardar um pouco todo mês, quanto isso vira?”. Esta página responde isso para os três valores mais procurados — R$ 100, R$ 500 e R$ 1.000 por mês — em cinco prazos: 1, 5, 10, 20 e 30 anos.

O motor por trás dos números é o mesmo nos três casos: juros compostos. O rendimento de cada mês passa a render junto no mês seguinte, e o efeito, que no primeiro ano quase não aparece, vira a parte principal do patrimônio depois de algumas décadas.

As premissas do cálculo

Todos os valores desta página seguem as mesmas regras, para que você possa comparar uma linha com a outra:

  • Taxa: 100% do CDI, com o CDI a 13,65% ao ano (Selic em 13,75% desde a reunião do Copom de setembro de 2026). Isso dá cerca de 1,07% ao mês.
  • Aportes: depositados no fim de cada mês, sem falhar nenhum.
  • Imposto de Renda: calculado depósito por depósito, pela tabela regressiva em dias corridos (22,5% até 180 dias, 20% até 360, 17,5% até 720 e 15% acima disso) e descontado no resgate. Por isso os depósitos mais recentes pagam mais imposto que os antigos.
  • Sem inflação: os valores são nominais. O poder de compra de daqui a 20 ou 30 anos será menor.

Tabela: saldo líquido por aporte e por prazo

Prazo R$ 100/mês R$ 500/mês R$ 1.000/mês
1 anoR$ 1.258R$ 6.291R$ 12.583
5 anosR$ 7.995R$ 39.973R$ 79.946
10 anosR$ 22.366R$ 111.829R$ 223.658
20 anosR$ 98.136R$ 490.680R$ 981.360
30 anosR$ 365.856R$ 1.829.280R$ 3.658.559

Repare que a tabela é proporcional: R$ 1.000 por mês dá exatamente o dobro de R$ 500, que dá cinco vezes R$ 100. O que muda o resultado de forma desproporcional não é o valor do aporte, é o prazo. Dobrar o tempo de 10 para 20 anos multiplica o saldo por mais de quatro.

Quanto do saldo vem do seu bolso e quanto vem dos juros

Pegando o caso de R$ 500 por mês como exemplo, dá para ver em que momento os juros passam a pesar mais que os depósitos:

Prazo Total depositado (R$ 500/mês) Saldo líquido Quanto veio de juros
1 anoR$ 6.000R$ 6.291R$ 291
5 anosR$ 30.000R$ 39.973R$ 9.973
10 anosR$ 60.000R$ 111.829R$ 51.829
20 anosR$ 120.000R$ 490.680R$ 370.680
30 anosR$ 180.000R$ 1.829.280R$ 1.649.280

No primeiro ano, os juros são quase invisíveis — é a fase em que muita gente desiste por achar que “não está rendendo nada”. Por volta dos 10 anos, os juros já se aproximam do total depositado. Aos 20 anos, a maior parte do saldo não saiu do seu bolso. Aos 30, os depósitos viram uma fração pequena do total.

Moedas empilhadas em crescimento representando o efeito dos juros compostos
Foto: Pexels | Nos juros compostos, cada real rende sobre os rendimentos anteriores — e o crescimento acelera com o tempo.

R$ 100 por mês: vale a pena começar pequeno?

Vale. R$ 100 por mês é o valor que cabe na maioria dos orçamentos e já mostra o efeito do tempo: em 10 anos, os R$ 12 mil depositados viram R$ 22.366; em 30 anos, os R$ 36 mil viram R$ 365.856. O ganho real de começar com R$ 100 é criar o hábito — e aumentar o aporte conforme a renda crescer costuma pesar mais no resultado final do que esperar para “começar com mais”.

R$ 500 por mês: o ponto de virada em 10 anos

Com R$ 500 por mês, o saldo passa de R$ 111.829 em 10 anos para R$ 490.680 em 20 anos. Um marco acontece bem antes disso: por volta do 6º ano, o rendimento bruto que a carteira gera em doze meses já passa dos R$ 6 mil que você deposita no mesmo período — a partir daí, os juros trabalham mais que o seu bolso.

R$ 1.000 por mês: o caminho do primeiro milhão

Guardando R$ 1.000 por mês, o saldo líquido chega perto de R$ 981.360 em 20 anos e chega a cerca de R$ 3.658.559 em 30 anos, com o CDI nos níveis atuais. É a combinação de aporte e prazo que mais aparece em planejamentos de independência financeira — desde que o aporte não seja interrompido e que se considere a inflação, que reduz bastante o valor real desse número.

E se fosse a poupança?

Com a Selic acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais a TR — na prática, cerca de 8% ao ano, sem Imposto de Renda. Comparando os mesmos aportes por 30 anos:

Aporte mensal Caixinha (100% do CDI) Poupança (8% a.a.) Diferença
R$ 100/mêsR$ 365.856R$ 140.855R$ 225.001
R$ 500/mêsR$ 1.829.280R$ 704.275R$ 1.125.004
R$ 1.000/mêsR$ 3.658.559R$ 1.408.551R$ 2.250.009

Mesmo com o IR descontado, a diferença de taxa acumulada por três décadas é grande. A isenção da poupança não compensa a taxa menor em prazos longos.

Os cuidados antes de confiar nesses números

O CDI não vai ficar parado. A projeção usa 13,65% ao ano por todo o período, e a Selic já está em trajetória de queda. Com juros menores, o saldo final também cai. Quem pensa no longo prazo costuma combinar a Caixinha, que tem liquidez diária, com títulos que travam a taxa, como prefixados e Tesouro IPCA+.

Inflação. R$ 1 milhão daqui a 30 anos não comprará o mesmo que R$ 1 milhão hoje. Para enxergar o valor em dinheiro de hoje, é preciso descontar a inflação do período.

Constância. Os números só se confirmam se os aportes forem mantidos. Sacar no meio do caminho ou pular meses reduz o resultado justamente na fase em que os juros começariam a pesar.

Faça a conta com os seus números

Para simular outro valor, outro prazo ou outra taxa, use as calculadoras gratuitas: Quanto Rende Aplicar por Mês, Calculadora de Juros Compostos e Calculadora da Caixinha do Nubank.

Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada ou projetada não é garantia de rentabilidade futura.