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Calculadora de Reserva de Emergência
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Resposta rápida
A recomendação é guardar de 3 a 6 meses de despesas essenciais para quem tem renda estável e até 12 meses para autônomos e PJ, cuja renda oscila. O que conta é o gasto, não a renda. E a reserva precisa ficar em algo de liquidez diária: o objetivo dela é estar disponível no dia em que você precisar, não render o máximo possível. Use a calculadora acima com o seu gasto mensal e quanto você consegue guardar por mês.
Sobre esta calculadora
A calculadora de reserva de emergência do SimulaDinheiro ajuda você a descobrir quanto precisa guardar para ficar protegido de imprevistos e em quanto tempo chega lá. Informe seu gasto mensal essencial, quantos meses de reserva quer ter, o que já tem guardado, quanto consegue poupar por mês e o rendimento da aplicação. A ferramenta calcula a meta, o quanto ainda falta e o prazo para concluir, considerando os juros compostos do dinheiro aplicado.
O que é e para que serve

A reserva de emergência é o dinheiro guardado para cobrir imprevistos sem precisar recorrer a empréstimos ou ao cartão de crédito: uma demissão, um problema de saúde, um conserto urgente. Ela é o primeiro passo de qualquer planejamento financeiro saudável e deve vir antes de investir em produtos de maior risco. O tamanho ideal depende da estabilidade da sua renda — a recomendação mais comum é guardar o equivalente a seis meses de gastos essenciais, subindo para doze meses no caso de autônomos e profissionais com renda variável, e podendo ficar em três meses para quem tem emprego muito estável.
Para montar a sua, considere apenas os gastos que você não consegue cortar em uma emergência: moradia, alimentação, contas básicas, transporte e saúde. Multiplique esse valor pelo número de meses desejado para encontrar a meta. A partir do quanto você já tem e do quanto consegue poupar por mês, esta calculadora estima em quantos meses você atinge o objetivo, já contando o rendimento da aplicação. O ideal é manter a reserva em investimentos de liquidez diária e baixo risco, como o Tesouro Selic ou CDBs de liquidez diária, priorizando segurança e disponibilidade em vez de rentabilidade.
Comparação com outro tipo de investimento
Poupança x CDB/Tesouro Selic de liquidez diária
Onde você deixa a reserva enquanto ela é formada também importa. Para uma meta de R$ 18.000,00 (R$ 3.000/mês × 6 meses), partindo de R$ 2.000,00 já guardados e aportando R$ 500,00/mês, o tempo até atingir o objetivo muda conforme o rendimento:
| Onde guardar | Rendimento | Tempo até a meta |
|---|---|---|
| Poupança | 0,67% a.m. | 29 meses |
| CDB/Tesouro Selic (~100% CDI) | 1,07% a.m. | 27 meses |
A diferença de rendimento antecipa a conclusão da reserva em alguns meses, mas o fator que mais pesa é sempre o valor do aporte mensal — por isso vale manter a reserva em produtos líquidos e seguros (Tesouro Selic, CDB com liquidez diária) sem abrir mão de rentabilidade quando possível.
Como o cálculo é feito
A calculadora usa a fórmula de valor futuro de uma série de aportes mensais com juros compostos, resolvida para o número de meses (n): a meta é gasto mensal essencial × número de meses de cobertura; a cada mês, o saldo já guardado rende à taxa informada e o aporte mensal é somado; o cálculo encontra o menor n para o qual o saldo projetado alcança a meta.
Importante
Isso não é orientação financeira
Os valores apresentados são apenas estimativas e podem variar na prática. O prazo é calculado com juros compostos sobre o aporte mensal e o saldo inicial, usando a taxa que você informar, e não considera inflação, impostos sobre o rendimento nem variações da aplicação. Esta calculadora tem caráter educativo e não constitui recomendação de investimento.
Simulações com valores diferentes
Como gasto, aporte e o que já tem guardado mudam o prazo
| Cenário | Meta | Tempo até a meta |
|---|---|---|
| R$ 1.500/mês × 6 meses, já tem R$ 0, aporta R$ 300/mês | R$ 9.000,00 | 27 meses |
| R$ 4.000/mês × 9 meses, já tem R$ 5.000, aporta R$ 600/mês | R$ 36.000,00 | 42 meses |
| R$ 2.500/mês × 12 meses, já tem R$ 1.000, aporta R$ 400/mês | R$ 30.000,00 | 57 meses |
Evolução mês a mês: como o saldo cresce até a meta
Exemplo: gasto de R$ 1.500/mês, meta de 6 meses (R$ 9.000), aportando R$ 300/mês
| Mês | Saldo acumulado |
|---|---|
| 0 | R$ 0,00 |
| 7 | R$ 2.151,08 |
| 14 | R$ 4.425,55 |
| 20 | R$ 6.478,65 |
| 27 | R$ 9.001,36 |
Neste exemplo, a meta de R$ 9.000,00 é atingida em 27 meses aportando R$ 300,00 por mês a 0,8% a.m.
Sobre os dados que você digita
Os valores de gasto mensal, meses de reserva, quanto já tem guardado, aporte mensal e taxa de rendimento que você informa são usados apenas para o cálculo exibido na tela, no seu navegador. O SimulaDinheiro não armazena nem compartilha esses dados.
Glossário: termos da reserva de emergência
- Reserva de emergência: valor guardado para cobrir imprevistos (perda de renda, saúde, consertos urgentes) sem recorrer a dívidas.
- Gasto mensal essencial: soma dos custos que não podem ser cortados em uma emergência: moradia, alimentação, contas básicas, transporte e saúde.
- Meta: valor total da reserva, calculado como gasto mensal essencial multiplicado pelo número de meses de cobertura desejado.
- Liquidez diária: característica de um investimento que pode ser resgatado a qualquer momento sem perda de rentabilidade, ideal para a reserva.
- FGC: Fundo Garantidor de Créditos, que protege até R$ 250 mil por CPF e por instituição em produtos como CDB e poupança.
- Aporte mensal: valor guardado todo mês para formar a reserva, somado ao saldo que já vem rendendo.
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O que é uma reserva de emergência?
É um dinheiro guardado para imprevistos — perda de emprego, problema de saúde, conserto urgente — que cobre seus gastos essenciais por alguns meses sem precisar se endividar. É a base de qualquer planejamento financeiro, antes de investir em coisas de maior risco.
Quantos meses de reserva preciso ter?
A recomendação geral é de 6 meses de gastos essenciais. Quem tem renda muito estável (servidor público, por exemplo) pode ficar com 3 meses; autônomos, PJ e profissionais com renda variável devem mirar 12 meses, pela maior incerteza.
Onde deixar a reserva de emergência?
Em aplicações de baixo risco e liquidez diária, ou seja, das quais você pode resgatar a qualquer momento: Tesouro Selic, CDBs de liquidez diária ou contas que rendem próximo ao CDI. O foco é segurança e disponibilidade, não rentabilidade alta.
Devo considerar só os gastos essenciais?
Sim. Use os gastos que você não consegue cortar em uma emergência: moradia, alimentação, contas básicas, transporte e saúde. Lazer e supérfluos podem ser reduzidos no aperto, então não precisam entrar na conta da reserva.
Estratégias e alternativas
Onde deixar a reserva de emergência enquanto ela é formada?
Em produtos de liquidez diária e baixo risco, como Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária de bancos com FGC ou fundos DI de taxa baixa. O objetivo aqui é disponibilidade e segurança, não a maior rentabilidade possível.
Vale a pena guardar a reserva toda de uma vez, vendendo outros investimentos?
Depende do custo de resgatar esses outros investimentos (perda de rentabilidade, IR mais alto por prazo curto, etc.). Em geral é melhor formar a reserva com aportes mensais programados do que descapitalizar posições de longo prazo.
Depois de completar a reserva, o que fazer com o aporte mensal?
Uma vez atingida a meta, o valor que você aportava pode ser redirecionado para objetivos de prazo mais longo, como aposentadoria, ou para investimentos com potencial de retorno maior, já que a proteção contra imprevistos está garantida.
Como a taxa de rendimento afeta o tempo para atingir a meta?
Uma taxa maior reduz o tempo necessário porque acelera o crescimento do saldo já guardado, mas o efeito é menor no curto prazo — o aporte mensal costuma pesar mais do que a rentabilidade quando o prazo é curto.
Evitando armadilhas
Reserva de emergência em ações ou fundos de risco é uma boa ideia?
Não é recomendado. A reserva precisa estar disponível a qualquer momento e sem risco de perda de valor no curto prazo — produtos de renda variável podem estar em baixa exatamente no momento em que você precisar sacar.
Seis meses de gastos é sempre o número certo?
Não necessariamente. Autônomos, profissionais de renda variável ou famílias com uma única fonte de renda costumam precisar de reservas maiores (9 a 12 meses), enquanto quem tem estabilidade alta pode trabalhar com um piso menor.
Usar a reserva para uma oportunidade de investimento é uma boa ideia?
Não é o objetivo da reserva. Se ela for usada para investir e depois surgir um imprevisto, você pode ficar sem cobertura justamente quando mais precisar, além do risco de ter que resgatar o novo investimento com prejuízo.
Contar com limite de cartão de crédito ou cheque especial substitui a reserva?
Não. Essas linhas de crédito têm juros muito altos e dependem de aprovação — a reserva em dinheiro próprio é o que garante segurança real sem custo de juros.
