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Calculadora de Valor-Hora do Autônomo

Informe sua meta de renda, os custos, as horas e a reserva, e clique em Calcular para ver quanto cobrar por hora.

Resposta rápida

Quem quer receber R$ 5.000 líquidos por mês, tem R$ 500 de custos fixos, trabalha 30 horas faturáveis por semana, tira 4 semanas de férias no ano e reserva 20% do faturamento para impostos e contingência, precisa cobrar cerca de R$ 57,29 por hora. Esse valor já embute o “gross-up”: você fatura mais do que recebe líquido, porque parte do valor bruto vai para a reserva. Use a calculadora acima com os seus próprios números.

Sobre esta calculadora

A calculadora de valor-hora do autônomo do SimulaDinheiro ajuda profissionais liberais e freelancers a descobrir quanto cobrar por hora de trabalho para bater uma meta de renda líquida, considerando custos fixos do negócio, horas realmente faturáveis por semana, período de férias sem faturamento e uma reserva para impostos e imprevistos.


O que é e para que serve a Calculadora de Valor-Hora do Autônomo

Calculadora de valor-hora do autônomo: gross-up da renda desejada até o valor a cobrar por hora
Renda líquida desejada, custos fixos e reserva — tudo embutido no valor-hora.

Diferente de um empregado CLT, o profissional autônomo não recebe 13º salário, 1/3 de férias, FGTS nem tem a parte patronal do INSS paga por outra pessoa: tudo isso, junto com impostos e a reserva para os meses sem trabalho, precisa estar embutido no valor cobrado por hora. Cobrar apenas o que um CLT recebe por hora, sem esse ajuste, normalmente significa trabalhar por um valor efetivo menor do que parece.

Esta calculadora existe para tornar esse cálculo explícito: a partir da renda líquida desejada, dos custos fixos do negócio, das horas realmente faturáveis por semana e de um percentual de reserva, ela mostra o valor mínimo que cada hora de trabalho precisa valer.


Como o cálculo é feito

O cálculo começa somando a renda líquida desejada aos custos fixos mensais, o que dá a necessidade líquida de caixa. Essa necessidade é então dividida por (1 − percentual de reserva ÷ 100) — o gross-up —, o que resulta na necessidade bruta de faturamento: no exemplo da Resposta rápida, (R$ 5.000 + R$ 500) ÷ (1 − 0,20) = R$ 6.875,00. Esse valor bruto é dividido pelas horas faturáveis médias por mês, calculadas a partir das horas semanais e das semanas efetivamente trabalhadas no ano: 30 horas por semana × (52 − 4) semanas ÷ 12 = 120 horas por mês. R$ 6.875,00 ÷ 120 horas = R$ 57,29 por hora.


Simulações com horas cobráveis diferentes

Veja como o valor-hora necessário cai conforme aumentam as horas cobráveis por semana, mantendo fixos o pró-labore desejado de R$ 5.000,00, custos de R$ 500,00, 4 semanas de férias no ano e reserva de 20% (valores calculados com a mesma fórmula usada pela calculadora acima).

Horas cobráveis por semanaHoras cobráveis por mêsNecessidade bruta mensalValor-hora a cobrar
15 h60,0 hR$ 6.875,00R$ 114,58
20 h80,0 hR$ 6.875,00R$ 85,94
25 h100,0 hR$ 6.875,00R$ 68,75
30 h120,0 hR$ 6.875,00R$ 57,29
40 h160,0 hR$ 6.875,00R$ 42,97

A necessidade bruta mensal não muda com as horas — o que muda é o valor-hora, já que a mesma quantia precisa ser dividida por menos ou mais horas cobráveis. Cobrar por menos horas exige um valor-hora proporcionalmente maior.


Avisos importantes

O percentual de reserva para impostos, contingência e 13º/férias próprios é uma escolha sua, não um valor fixo: a faixa entre 20% e 35% costuma ser usada como ponto de partida por profissionais autônomos, mas o número certo depende do seu regime tributário e da sua realidade financeira — vale conversar com um contador. Os custos fixos informados devem refletir apenas gastos do negócio, não despesas pessoais. O resultado é uma referência de piso para negociação, não uma tabela obrigatória de preços.

CLT ou PJ: onde sobra mais dinheiro?
● Comparativo
CLT
R$ 66.340
total/ano c/ benefícios
PJ
R$ 68.340
total/ano líquido
DetalheCLTPJ
Líquido mensalR$ 4.270R$ 5.695
FGTS + 13º + fériasR$ 15.100/ano—
Impostos + contadorna fonteR$ 805/mês
Comparação direta
Líquido mensalCLT 4.270 · PJ 5.695
Proteção e benefíciosCLT 15.100 · PJ 0
Total anualCLT 66.340 · PJ 68.340
Valores ilustrativos — o resultado muda com salário, benefícios e regime tributário.Simular PJ ou CLT →
Caixinha Nubank ou Poupança?
● Comparativo
Caixinha 100% CDI
R$ 35.950
em 10 anos · ≈13,65% a.a.
Poupança
R$ 22.285
em 10 anos · ≈8,3% a.a.
R$ 10.000 viramCaixinhaPoupança
Em 1 anoR$ 11.365R$ 10.834
Em 5 anosR$ 18.960R$ 14.928
Em 10 anosR$ 35.950R$ 22.285
Diferença+ R$ 13.665 na Caixinha
Evolução de R$ 10.000
10k 20k 30k 40k hoje 4 anos 8 anos 10 Caixinha · R$ 35,9 mil Poupança · R$ 22,3 mil
Rendimento bruto, antes do IR, com CDI de 13,65% a.a. e poupança a 0,67% a.m. (≈8,3% a.a.) — setembro de 2026.Calcular Caixinha Nubank →

Perguntas frequentes

Por que preciso cobrar mais por hora do que um funcionário CLT ganha?

Porque como autônomo você não tem os encargos que uma empresa paga a um funcionário CLT — 13º salário, 1/3 de férias, FGTS, INSS patronal — nem benefícios como plano de saúde ou vale-transporte custeados por outra parte. Todos esses custos, além de impostos e da reserva para os meses sem trabalho, precisam estar embutidos no seu valor-hora, porque ninguém mais vai pagar por eles.

O que significa “fazer o gross-up” do valor-hora?

Gross-up é o processo de calcular quanto você precisa faturar (valor bruto) para que sobre a renda líquida que você quer receber, depois de tirar impostos, reserva para meses parados e outros custos. Em vez de simplesmente somar um percentual à renda desejada, o gross-up divide a necessidade líquida por (1 − percentual de reserva), o que garante que a reserva realmente corresponda à fatia pretendida do valor bruto, não do valor líquido.

Como são calculadas as horas faturáveis por mês?

A calculadora multiplica as horas trabalhadas por semana pelo número de semanas realmente trabalhadas no ano (52 menos as semanas de férias ou parada), e divide o resultado por 12 para chegar a uma média mensal de horas faturáveis. Trabalhando 30 horas por semana com 4 semanas de parada no ano, são 48 semanas úteis, 1.440 horas no ano e 120 horas faturáveis por mês, em média.

O que deve entrar em “custos fixos mensais do negócio”?

Tudo que você paga todo mês para conseguir trabalhar, independentemente de quantas horas fatura: softwares e assinaturas, aluguel de espaço de trabalho, equipamentos e sua depreciação, plano de saúde particular, contador, internet e telefone usados profissionalmente, entre outros. Gastos pessoais que você teria de qualquer forma, como o aluguel da própria casa, normalmente não entram aqui.

Que percentual de reserva devo usar para impostos e contingência?

Não existe um número único: depende do seu regime tributário, da sua margem de segurança desejada e de quanto você quer reservar para 13º e férias próprios, já que como autônomo ninguém mais paga isso por você. A calculadora aceita qualquer percentual que você informar; uma faixa comum usada como ponto de partida por profissionais autônomos é entre 20% e 35%, mas o número certo para o seu caso depende do seu regime tributário e da sua realidade financeira — vale conversar com um contador.

Por que o valor-hora cai quando eu aumento as horas trabalhadas por semana?

Porque a mesma necessidade de faturamento mensal (bruto) passa a ser dividida por um número maior de horas. Se você decidir trabalhar mais horas por semana mantendo a mesma meta de renda líquida, cada hora individual pode valer menos — mas o oposto também é verdadeiro: trabalhar menos horas exige cobrar mais por hora para bater a mesma meta.

Esse valor-hora é o que devo cobrar em qualquer projeto?

Ele é uma referência de piso: o valor mínimo médio que cada hora faturável precisa valer para você bater sua meta de renda ao longo do ano, considerando que nem todas as horas da semana são vendidas a cliente — tempo de prospecção, administrativo e capacitação também consomem sua agenda. Projetos específicos podem justificar um valor maior, por complexidade, urgência ou escassez de concorrência, mas raramente deveriam ficar abaixo dessa referência.


Estratégias e alternativas

Como reduzir o valor-hora que preciso cobrar?

Aumentando as horas cobráveis por semana (mais clientes fechados), reduzindo custos fixos do negócio ou revisando se a reserva percentual está superdimensionada para a sua realidade tributária.

Vale a pena cobrar menos horas com um valor-hora maior?

Pode valer, dependendo do mercado: menos horas trabalhadas com um preço mais alto libera tempo, mas exige um posicionamento que justifique o valor mais alto perante o cliente. É um equilíbrio entre volume e preço.

Como o gross-up evita subestimar o valor-hora?

Em vez de somar um percentual simples à necessidade líquida, o gross-up divide por (1 − percentual de reserva). Isso garante que a reserva realmente corresponda à fatia pretendida do valor bruto faturado, não do líquido — subestimar essa conta é um erro comum de quem começa como autônomo.


Evitando armadilhas

Todas as horas trabalhadas no mês são cobráveis?

Não. Só entram na conta as horas efetivamente faturáveis a clientes. Tempo gasto com prospecção, administração, estudos ou tarefas internas não gera receita direta e não deve ser contado como hora cobrável na hora de definir o valor-hora.

Reduzir a reserva percentual deixa mais dinheiro disponível agora?

Não é uma vantagem real. Uma reserva insuficiente para impostos, INSS e meses sem trabalho tende a gerar aperto financeiro mais à frente — o valor “sobrando” hoje geralmente falta depois.

Dá para comparar direto o valor-hora do autônomo com o salário-hora de um CLT?

Não é uma comparação justa. O autônomo precisa embutir no valor-hora custos que, para o CLT, são pagos por outra parte: 13º, 1/3 de férias, FGTS, INSS patronal e, muitas vezes, benefícios como plano de saúde.