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Calculadora de Conta de Luz
Escolha a distribuidora, informe o consumo e a bandeira e clique em Calcular para ver a conta e quanto dela é imposto.
Resposta rápida
Uma conta de 200 kWh na Enel São Paulo com bandeira amarela vem por volta de R$ 193 sem a iluminação pública: R$ 157,88 de energia, R$ 3,77 de bandeira, R$ 8,51 de PIS/COFINS e R$ 23,20 de ICMS. Ou seja, cerca de 15% da conta é imposto — e passa de 25% nos estados de alíquota mais alta. Escolha a sua distribuidora acima e veja a sua.
Sobre esta calculadora
A calculadora de conta de luz do SimulaDinheiro estima o valor da fatura a partir da tarifa da sua distribuidora, do consumo em kWh, da bandeira do mês e do ICMS do seu estado — e mostra a conta decomposta, para você ver exatamente quanto é energia e quanto é tributo. Ela traz as tarifas homologadas pela ANEEL de quinze distribuidoras, com a data de vigência de cada uma, e aceita a tarifa impressa na sua própria conta, que é sempre o número mais exato. Também mostra quanto a mesma conta custaria em cada uma das quatro bandeiras.

O que é e para que serve a Calculadora de Conta de Luz
A conta de luz é uma das poucas faturas em que o brasileiro paga sem saber pelo quê. Ela tem quatro camadas. A tarifa de energia, homologada pela ANEEL e reajustada uma vez por ano em data própria de cada distribuidora, é a soma da TE, que remunera a energia em si, com a TUSD, que remunera o uso da rede. Vem depois a bandeira tarifária, um adicional que sinaliza o custo de gerar energia naquele mês. Em seguida os tributos, ICMS estadual e PIS/COFINS federais. E por fim a iluminação pública, que é do seu município.
O que quase ninguém percebe é que o ICMS da energia é cobrado por faixa de consumo em vários estados, e cruzar uma faixa muda a alíquota da conta inteira, não apenas dos kWh que passaram. Em São Paulo, o consumo até 90 kWh é isento, de 91 a 200 kWh paga 12% e acima de 200 kWh paga 18%. No Rio de Janeiro, até 50 kWh é isento, de 51 a 300 kWh paga 18% e acima disso paga 24%, já contando o Fundo de Combate à Pobreza. É por isso que uma conta pode dar um salto sem que o consumo tenha mudado muito: ela trocou de faixa. Desde a Lei Complementar 194 de 2022 a energia é considerada bem essencial e o ICMS não pode passar da alíquota modal do estado, o que encerrou as alíquotas de 25% e 30% que existiam antes.
Comparação entre distribuidoras
A tarifa de energia (sem impostos) e a alíquota de ICMS variam bastante por distribuidora e estado. Veja a conta estimada para 200 kWh, bandeira verde, em algumas das principais distribuidoras do país:
| Distribuidora | Tarifa (R$/kWh) | ICMS | Conta estimada (200 kWh) |
|---|---|---|---|
| Enel Ceará (CE) | R$ 0,70200 | 20,0% | R$ 184,74 |
| CPFL Paulista (SP) | R$ 0,73945 | 12,0% | R$ 176,90 |
| CPFL Piratininga (SP) | R$ 0,74000 | 12,0% | R$ 177,03 |
| Celesc (SC) | R$ 0,75975 | 17,0% | R$ 192,71 |
| Copel (PR) | R$ 0,76802 | 19,0% | R$ 199,62 |
| EDP São Paulo (SP) | R$ 0,78700 | 12,0% | R$ 188,28 |
| Enel São Paulo (SP) | R$ 0,78938 | 12,0% | R$ 188,85 |
| Coelba (BA) | R$ 0,87773 | 20,5% | R$ 232,43 |
| Light (RJ) | R$ 0,88056 | 18,0% | R$ 226,07 |
| Cemig (MG) | R$ 0,90329 | 18,0% | R$ 231,91 |
| Equatorial Pará (PA) | R$ 0,97800 | 19,0% | R$ 254,19 |
| Enel Rio (RJ) | R$ 1,06100 | 18,0% | R$ 272,40 |
Para os mesmos 200 kWh, a diferença entre a distribuidora mais barata (Enel Ceará) e a mais cara (Enel Rio) passa de R$ 87 por mês — mais de R$ 1.000 por ano. Grande parte dessa diferença vem do ICMS estadual, que varia de 12% a mais de 20% conforme o estado.
Metodologia do cálculo
O ponto delicado é que os tributos da conta de luz são cobrados por dentro: o imposto está embutido na sua própria base de cálculo. Por isso não se multiplica a alíquota — divide-se pelo complemento dela. E a ordem importa. A fórmula que circula em cartilhas e artigos, dividir tudo de uma vez por um menos a soma das alíquotas, está errada hoje. Ela vem de antes do julgamento do Tema 69 do STF, que tirou o ICMS da base do PIS/COFINS. O ICMS continua tendo o PIS/COFINS na sua base, mas o contrário deixou de valer, e as duas bases pararam de ser simétricas.
A conta correta é sequencial: primeiro aplica-se o PIS/COFINS sobre o valor sem tributos, depois o ICMS sobre esse resultado. Conferi a fórmula contra a tabela de tarifas que a Light publica com vigência de setembro de 2026, que traz as três colunas lado a lado: partindo de R$ 0,94793 sem tributos e com PIS/COFINS de 5,9901%, a fórmula sequencial devolve R$ 1,22967 na faixa de ICMS de 18% e R$ 1,32675 na de 24% — exatamente os valores publicados, batendo na quinta casa decimal. A fórmula antiga erraria para mais em 1,4% e 2,1%.
Duas observações sobre as bases. A bandeira entra na base dos tributos, junto com TE e TUSD — o STJ fixou no Tema 986 que TUSD e TUST integram a base do ICMS. Já a iluminação pública fica de fora de tudo: é somada no final, sem ICMS nem PIS/COFINS por cima. Sobre o PIS/COFINS, a alíquota nominal é de 9,25%, mas o que se cobra é a alíquota efetiva, bem menor, porque a distribuidora está no regime não cumulativo e desconta créditos das compras de energia. Ela é recalculada todo mês e fica tipicamente entre 4% e 6% — esta calculadora usa 5% como estimativa, e por isso o resultado é aproximado.
Simulações com valores diferentes
Simulação para a Enel São Paulo, variando o consumo mensal (bandeira verde):
| Consumo | ICMS aplicado | Conta estimada |
|---|---|---|
| 100 kWh | 12,0% | R$ 94,42 |
| 200 kWh | 12,0% | R$ 188,85 |
| 300 kWh | 18,0% | R$ 304,00 |
| 500 kWh | 18,0% | R$ 506,66 |
Repare que a alíquota de ICMS pula de 12% para 18% entre 200 e 300 kWh — em São Paulo o imposto é cobrado por faixa de consumo, então passar de faixa aumenta a conta mais do que proporcionalmente ao kWh extra consumido.
Evolução: quanto muda com a bandeira tarifária
Mantendo 200 kWh na Enel São Paulo, só mudando a cor da bandeira do mês:
| Bandeira | Acréscimo | Conta estimada |
|---|---|---|
| Verde | sem acréscimo | R$ 188,85 |
| Amarela | R$ 1,885 por 100 kWh | R$ 193,36 |
| Vermelha patamar 1 | R$ 4,463 por 100 kWh | R$ 199,52 |
| Vermelha patamar 2 | R$ 7,877 por 100 kWh | R$ 207,69 |
A diferença entre bandeira verde e vermelha patamar 2, no mesmo consumo, é de quase R$ 19 no mês — pouco perto da diferença entre distribuidoras, mas ainda assim vale acompanhar a bandeira vigente (ela é divulgada pela ANEEL todo mês) para não ter surpresa na conta.
Avisos importantes
Isso é uma estimativa, não a conta exata
Os valores apresentados são apenas estimativas. As tarifas embutidas são as homologadas pela ANEEL e podem não coincidir com a que está sendo faturada para você — algumas distribuidoras têm reajustes sob discussão judicial, e cada uma reajusta em data própria ao longo do ano. Para o número exato, use a tarifa impressa na sua conta, no campo do valor unitário do consumo. A alíquota de PIS/COFINS muda todos os meses. As faixas de ICMS de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pará estão confirmadas nas próprias distribuidoras; nos demais estados a calculadora usa a alíquota modal, e alguns podem ter faixas reduzidas que não estão aqui — se a sua conta mostrar outra alíquota, ajuste no campo opcional. Ficam de fora a Tarifa Social de baixa renda, a tarifa branca, o custo de disponibilidade mínima, a compensação de energia solar, multas, juros e parcelamentos. Esta ferramenta tem fins educativos.
Sobre os dados que você digita
Esta calculadora não pede login, CPF ou qualquer dado de identificação — só os números necessários para o cálculo aparecerem na tela.
Glossário: conta de luz
Termos que aparecem nesta calculadora e na sua conta de energia.
- Tarifa homologada pela ANEEL: valor por kWh aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica para cada distribuidora, base do cálculo desta calculadora.
- Bandeira tarifária: sistema que sinaliza, por cor (verde, amarela, vermelha), um custo extra na conta quando a geração de energia fica mais cara.
- ICMS, PIS, COFINS: tributos que incidem sobre o valor da energia consumida e aparecem discriminados na fatura, com alíquotas que variam por estado e mudam com frequência.
- Distribuidora de energia: empresa responsável por levar a energia até sua casa e emitir a fatura — cada uma tem tarifa e data de reajuste próprias.
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Como calcular a conta de luz?
Multiplique o consumo em kWh pela tarifa da sua distribuidora, some o adicional da bandeira do mês e aplique os tributos por dentro: primeiro PIS e COFINS, depois o ICMS. Por fim some a iluminação pública, que é cobrada por fora. Numa conta de 200 kWh na Enel São Paulo com bandeira amarela, isso dá R$ 157,88 de energia, R$ 3,77 de bandeira, R$ 8,51 de PIS/COFINS e R$ 23,20 de ICMS.
Quanto da conta de luz é imposto?
Depende do estado e da faixa de consumo, e costuma ficar entre 15% e 30% da conta. Numa residência paulista de 200 kWh, que cai na faixa de ICMS de 12%, os tributos somam cerca de 15% do total. Em estados com alíquota modal alta, como Bahia e Pernambuco a 20,5%, a mordida passa de 25%. A iluminação pública é um tributo municipal e entra além disso.
O que é a bandeira tarifária e quanto ela custa?
É um adicional que sinaliza o custo de gerar energia no mês. A bandeira verde não cobra nada; a amarela acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh; a vermelha patamar 1 cobra R$ 4,463 e a patamar 2, R$ 7,877. Numa conta de 200 kWh, a diferença entre a verde e a vermelha 2 passa de R$ 18 já com impostos.
Por que os impostos da conta de luz incidem sobre eles mesmos?
Porque são calculados por dentro: o valor do tributo já está embutido na sua própria base de cálculo. Na prática, a conta é obtida dividindo o valor sem impostos pelos complementos das alíquotas, e não multiplicando. E a ordem importa: o PIS/COFINS entra na base do ICMS, mas o ICMS saiu da base do PIS/COFINS por decisão do STF no Tema 69, então os dois grossaram em sequência, não juntos.
Onde encontro a tarifa na minha conta de luz?
Na parte de detalhamento do faturamento, numa linha que costuma se chamar Consumo, Energia Elétrica ou TE + TUSD, com o valor unitário em R$/kWh. Esse é o número mais confiável para usar aqui, porque é exatamente o que a sua distribuidora está cobrando de você. As tarifas embutidas nesta calculadora são as homologadas pela ANEEL e servem como estimativa.
Por que minha conta subiu se meu consumo não mudou?
Três motivos são os mais comuns. A bandeira tarifária pode ter mudado de cor. A distribuidora pode ter passado pelo reajuste anual, que acontece em data própria de cada uma. Ou o seu consumo pode ter cruzado uma faixa de ICMS: em São Paulo, passar de 200 kWh leva a alíquota de 12% para 18%, e o salto atinge a conta inteira, não só os kWh excedentes.
A iluminação pública paga ICMS?
Não. A CIP, também chamada de COSIP, é um tributo municipal cobrado na fatura por conveniência de arrecadação, mas fica fora da base de cálculo do ICMS e do PIS/COFINS. Cada município define o valor e as faixas por lei própria, e é por isso que ela varia tanto entre cidades vizinhas.
Estratégias e alternativas
Consumir menos perto do limite de uma faixa de ICMS compensa?
Em estados como São Paulo, onde o ICMS é cobrado por faixa (ex.: 12% até 200 kWh, 18% de 201 a 300 kWh), ficar um pouco abaixo do limite da faixa pode economizar mais do que o kWh economizado sozinho valeria — porque toda a conta passa a pagar a alíquota menor, não só o excedente. Vale simular o seu consumo perto desses limiares.
Vale a pena negociar ou trocar de distribuidora para pagar menos?
No Brasil residencial não dá para escolher distribuidora — ela é definida pela concessão da sua região. O que dá para fazer é conferir se a tarifa e o ICMS aplicados na sua conta batem com o que a distribuidora informa (evita erro de leitura) e usar essa calculadora para comparar cenários de consumo, não fornecedores.
Evitando armadilhas
Comparar sua conta com a de alguém de outro estado
A mesma quantidade de kWh custa valores bem diferentes dependendo do estado, por causa do ICMS (de 12% a mais de 20%) e da tarifa de cada distribuidora. Comparar sua conta com a de um parente em outra região, sem considerar isso, leva a conclusões erradas sobre “gastar mais” ou “gastar menos”.
Ignorar o efeito da faixa de ICMS ao economizar energia
Reduzir o consumo em poucos kWh pode não mudar nada na conta — ou pode mudar bastante, se esse corte for suficiente para cair numa faixa de ICMS menor. Antes de estimar quanto vai economizar, cheque em qual faixa seu consumo atual e o novo consumo estimado se encaixam.
