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Calculadora de Cheque Especial



Informe o valor usado, as datas e a taxa, e clique em Calcular para ver quanto o cheque especial está custando hoje.



Resposta rápida

Quem usa R$ 2.000 do cheque especial por 30 dias, na taxa-teto de 8% ao mês (Resolução CMN 4.765/2019), paga R$ 2.160,00 no fim do período — R$ 160,00 de juros compostos. Diferente do boleto atrasado, aqui os juros incidem sobre o saldo devedor a cada mês, não apenas sobre o valor original: em 60 dias o mesmo valor sobe para R$ 2.332,80, não R$ 2.320,00, porque o segundo mês já cobra juros sobre o saldo do primeiro. Use a calculadora acima para simular seu próprio valor, prazo e taxa.


Sobre esta calculadora

A calculadora de juros do cheque especial do SimulaDinheiro mostra quanto custa manter um valor no rotativo por um determinado número de dias, com juros compostos mês a mês. Você pode usar a taxa-teto legal de 8% ao mês como referência ou informar a taxa exata do seu banco, e a calculadora mostra o total devido hoje, quanto os juros somam por dia em média e como a dívida cresceria se você demorasse mais para quitar.


Calculadora de cheque especial: R$ 2.000 viram R$ 2.160 com 30 dias no rotativo a 8% ao mês
Juros compostos: o saldo de um mês vira a base de cálculo do mês seguinte.

O que é e para que serve a Calculadora de Cheque Especial

O cheque especial é um limite de crédito rotativo vinculado à conta corrente, liberado automaticamente quando o saldo fica negativo. Ele resolve um aperto pontual sem burocracia, mas cobra por essa comodidade: os juros incidem todos os dias sobre o saldo usado e capitalizam mês a mês, o que torna essa uma das linhas de crédito mais caras disponíveis a pessoas físicas no Brasil.

Esta calculadora existe para tornar esse custo visível antes que ele vire surpresa no extrato. Ao informar o valor usado, as datas de entrada e saída do rotativo e a taxa aplicada, você vê exatamente quanto do total final é juros — e quanto o saldo cresce por dia, o que ajuda a decidir se vale a pena buscar outra fonte de crédito para quitar o limite mais rápido.

Cheque especial x outras formas de crédito

O cheque especial não é a única forma de cobrir um aperto no orçamento — e quase sempre não é a mais barata. Veja como ele se compara a outras opções:

Opção Custo Quando faz sentido
Cheque especial (rotativo) Até 8% ao mês (teto legal) Só por poucos dias — nunca para carregar de um mês pro outro
Rotativo do cartão de crédito Em torno de 15% ao mês Pior opção em qualquer prazo — quase o dobro do teto do cheque especial
Empréstimo pessoal Varia por banco e perfil Para trocar uma dívida cara por uma mais barata
Consignado Geralmente a taxa mais baixa do mercado Se você é servidor público, aposentado/pensionista ou CLT com convênio

As taxas de empréstimo pessoal e consignado variam por instituição e perfil — confirme sempre com seu banco antes de decidir.

Quer ver a taxa de cheque especial do seu banco especificamente? O Banco Central publica um ranking oficial de taxas por instituição, atualizado semanalmente. Um detalhe que passa despercebido: o teto de 8% ao mês (Resolução CMN 4.765/2019) vale só para os juros remuneratórios — o valor total contratado, com encargos, pode aparecer mais alto nesse ranking (tem banco acima de 10% ao mês).

Como sair do cheque especial mais rápido

  1. Pare de puxar mais o limite. Cada novo gasto reinicia os juros sobre um saldo maior — o primeiro passo é parar de crescer a dívida.
  2. Negocie antes de atrasar. Ligue para o banco e proponha um prazo fixo ou uma taxa menor. Bancos costumam preferir receber com desconto a não receber nada.
  3. Troque por uma linha mais barata. Empréstimo pessoal ou consignado (se você tiver direito) geralmente saem bem mais em conta que o rotativo.
  4. Veja se seu banco oferece portabilidade via Open Finance. É possível levar a dívida para outra instituição com juros menores.
  5. Depois de zerar, monte uma reserva mínima. Mesmo pequena, evita voltar pro cheque especial pelo mesmo motivo de antes.

Como o cálculo é feito

O cálculo usa juros compostos sobre o número de dias em que o valor ficou no rotativo, convertidos em meses (dias ÷ 30): total = valor usado × (1 + taxa/100) elevado a (dias ÷ 30). No exemplo da Resposta rápida, R$ 2.000 × (1,08) elevado a (30÷30) = R$ 2.160,00. Se o mesmo valor ficasse 60 dias no rotativo, o total sobe para R$ 2.332,80 — e não R$ 2.320,00, que seria o resultado de juros simples — porque o segundo mês de juros incide sobre o saldo já acrescido do primeiro mês, não apenas sobre os R$ 2.000 originais.

É essa capitalização composta que diferencia o cheque especial do boleto ou do aluguel atrasados, onde a multa é cobrada uma única vez e os juros de mora são simples, sempre sobre o valor original. O gráfico de linhas estende a projeção até 90 dias e mostra uma curva que acelera com o tempo, ao contrário da reta quase constante de uma cobrança com juros simples.

Simulações com valores diferentes

Veja como a fórmula se aplica a três valores comuns, sempre na taxa-teto de 8% ao mês:

Valor usado Dias no rotativo Juros Total a pagar
R$ 1.500 15 dias R$ 58,85 R$ 1.558,85
R$ 3.000 45 dias R$ 367,11 R$ 3.367,11
R$ 5.000 60 dias R$ 832,00 R$ 5.832,00

Simulações ilustrativas com a taxa-teto de 8% a.m. Use a calculadora acima com o seu próprio valor, prazo e taxa.

Se a dívida não for paga: evolução mês a mês

Para um saldo de R$ 3.000 deixado no rotativo, sem nenhum pagamento, a 8% ao mês:

Mês Saldo devedor Juros acumulados
1 R$ 3.240,00 R$ 240,00
2 R$ 3.499,20 R$ 499,20
3 R$ 3.779,14 R$ 779,14
4 R$ 4.081,47 R$ 1.081,47
5 R$ 4.407,98 R$ 1.407,98

Os juros crescem mês a mês porque incidem sobre o saldo já aumentado do mês anterior — por isso quanto antes você sair do rotativo, menor o custo total.


Avisos importantes

A taxa recomendada por padrão nesta calculadora é o teto legal de 8% ao mês, definido pela Resolução CMN 4.765/2019 e vigente desde 6 de janeiro de 2020 — mas o banco pode cobrar uma taxa menor, e é o valor do seu extrato que deve ser usado para um resultado exato: escolha a opção “Outra taxa” e informe o percentual real. O cálculo não inclui IOF nem eventuais tarifas de manutenção do limite, que podem aparecer no extrato do banco e aumentar o valor final. Os resultados são estimativas para planejamento pessoal e não substituem a conferência no extrato oficial do banco.

Isso não é orientação financeira

Este simulador é uma ferramenta educativa. Ele não substitui a orientação de um profissional para decisões financeiras maiores, nem a conferência no extrato oficial do seu banco.

Sobre os dados que você digita

Esta calculadora não pede login, CPF ou qualquer dado de identificação — só os números necessários para o cálculo aparecerem na tela.


Glossário: termos do cheque especial

Termos que aparecem nesta página e no extrato do seu banco, explicados em uma frase:

  • CET (Custo Efetivo Total): o custo real de um crédito somando juros, tarifas e outros encargos — é o número que de fato mostra quanto a dívida custa, não só a taxa de juros anunciada.
  • Juros remuneratórios: a parte da taxa que remunera o banco pelo empréstimo do dinheiro. É sobre ela que incide o teto legal de 8% ao mês do cheque especial — encargos e tarifas ficam de fora desse teto.
  • Rotativo: modalidade de crédito que fica disponível de forma contínua, sem prazo fixo para devolução — tanto o cheque especial quanto o cartão de crédito têm uma versão rotativo.
  • Limite pré-aprovado: o valor que o banco libera automaticamente na sua conta, calculado a partir da sua renda e do seu histórico — usar esse limite é o que caracteriza o cheque especial.
  • IOF: Imposto sobre Operações Financeiras, cobrado sobre o valor usado do cheque especial enquanto a dívida não é quitada — entra no custo total, mas não aparece isolado na taxa de juros anunciada pelo banco.
  • Taxa nominal x taxa efetiva: a nominal é o número anunciado; a efetiva já embute os juros compostos e mostra o custo real ao longo do tempo — no cheque especial, a efetiva é sempre maior que a mensal simples.
  • Portabilidade de dívida: o direito de transferir uma dívida, como o saldo do cheque especial, para outra instituição com taxa menor, sem precisar quitar primeiro — hoje facilitada pelo Open Finance.

CLT ou PJ: onde sobra mais dinheiro?
● Comparativo
CLT
R$ 66.340
total/ano c/ benefícios
PJ
R$ 68.340
total/ano líquido
DetalheCLTPJ
Líquido mensalR$ 4.270R$ 5.695
FGTS + 13º + fériasR$ 15.100/ano
Impostos + contadorna fonteR$ 805/mês
Comparação direta
Líquido mensalCLT 4.270 · PJ 5.695
Proteção e benefíciosCLT 15.100 · PJ 0
Total anualCLT 66.340 · PJ 68.340
Valores ilustrativos — o resultado muda com salário, benefícios e regime tributário.Simular PJ ou CLT →
Caixinha Nubank ou Poupança?
● Comparativo
Caixinha 100% CDI
R$ 36.748
em 10 anos · ≈13,9% a.a.
Poupança
R$ 21.589
em 10 anos · ≈8,0% a.a.
R$ 10.000 viramCaixinhaPoupança
Em 1 anoR$ 11.390R$ 10.800
Em 5 anosR$ 19.170R$ 14.690
Em 10 anosR$ 36.748R$ 21.589
Diferença+ R$ 15.159 na Caixinha
Evolução de R$ 10.000
10k 20k 30k 40k hoje 4 anos 8 anos 10 Caixinha · R$ 36,7 mil Poupança · R$ 21,6 mil
Rendimento bruto, antes do IR, com CDI de 13,90% a.a. e poupança a 8,0% a.a. — agosto de 2026.Calcular Caixinha Nubank →

Perguntas frequentes

O que é o cheque especial e como funcionam os juros dele?

Cheque especial é um limite de crédito rotativo liberado pelo banco na própria conta corrente: você usa parte ou todo o limite quando o saldo fica negativo, e paga juros sobre o valor usado enquanto ele não for quitado. Diferente de uma multa fixa, os juros do cheque especial são compostos — incidem sobre o saldo devedor a cada mês, inclusive sobre os juros já acumulados dos meses anteriores. É por isso que ele é considerado uma das linhas de crédito mais caras do país.

Qual é a taxa máxima que o banco pode cobrar no cheque especial?

Desde 6 de janeiro de 2020, a Resolução CMN 4.765/2019, do Conselho Monetário Nacional, limita os juros do cheque especial a 8% ao mês. É esse o teto usado como opção recomendada nesta calculadora — mas o banco pode cobrar uma taxa menor, e o valor exato está no seu extrato ou contrato. A 8% ao mês, capitalizados mês a mês, o custo equivale a cerca de 151,8% ao ano.

Por que os juros do cheque especial são compostos e não simples como no boleto atrasado?

No boleto e no aluguel atrasados, a multa é cobrada uma única vez e os juros de mora incidem sempre sobre o valor original — são juros simples. No cheque especial, o saldo devedor de um mês vira a base de cálculo do mês seguinte: os juros incidem sobre o saldo já acrescido dos juros anteriores. Essa capitalização composta é o que faz a dívida crescer de forma acelerada quanto mais tempo o limite fica em uso.

Como sair do cheque especial mais rápido?

Como os juros compostos aceleram com o tempo, o mais eficaz é parar de usar o limite para novas despesas assim que possível e buscar substituir a dívida por uma linha de crédito mais barata, como empréstimo pessoal ou consignado quando disponível — o cheque especial deve ser tratado como solução de curtíssimo prazo, não como fonte de crédito recorrente. Quitar mesmo parcialmente reduz a base sobre a qual os juros do mês seguinte incidem.

O uso do cheque especial afeta o meu nome ou meu crédito?

O uso do limite em si não gera negativação, já que é um crédito pré-aprovado dentro da própria conta. O risco aparece se o saldo negativo persistir e o cliente não conseguir regularizá-lo quando o banco exigir: nesse caso a dívida pode ser tratada como qualquer outra inadimplência bancária, incluindo protesto ou negativação. O uso recorrente também tende a ser visto como sinal de desequilíbrio financeiro na análise de crédito para outros produtos.

Cheque especial é mais caro que o rotativo do cartão de crédito?

As duas linhas estão entre as mais caras do mercado e ambas usam capitalização composta, mas o rotativo do cartão de crédito costuma ter juros ainda maiores, na faixa de 15% ao mês, contra o teto de 8% ao mês do cheque especial. Como regra prática, nenhuma das duas deve ser mantida por mais que poucos dias: sempre que possível, vale negociar uma linha de crédito com taxa menor para quitar o rotativo mais caro.

A calculadora considera IOF e outras tarifas do cheque especial?

Não. Esta calculadora projeta apenas o efeito dos juros compostos sobre o valor usado, com a taxa mensal informada. O extrato do banco pode incluir também IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e eventuais tarifas de manutenção do limite, que não estão incluídos nesta simulação e podem aumentar o valor final. Consulte seu extrato para o valor exato e completo.

Estratégias e alternativas

Vale a pena usar o cheque especial para uma emergência pontual que já sei que vou quitar em poucos dias?

Para prazos curtos o custo é baixo em valor absoluto, mas ainda é a linha mais cara disponível — sempre vale comparar com um limite de cartão parcelado ou uma reserva antes de recorrer a ele.

O que é a portabilidade de dívida pelo Open Finance e como ela ajuda no cheque especial?

É a possibilidade de autorizar outro banco a ver sua dívida e oferecer uma taxa menor para assumi-la. Reduz o custo sem precisar negociar sozinho com o banco atual.

Consignado é sempre mais barato que o cheque especial?

Na grande maioria dos casos, sim — mas só está disponível para quem tem direito (servidor público, aposentado/pensionista do INSS ou CLT com convênio). Confirme a taxa oferecida antes de trocar uma dívida pela outra.

Qual a diferença prática entre negociar com o gerente e simplesmente deixar no rotativo?

Negociar pode reduzir a taxa ou fixar um prazo de quitação; deixar no rotativo sem negociar mantém a taxa cheia e o prazo indefinido, que é o cenário mais caro.

Evitando armadilhas

Usar o cheque especial repetidas vezes, mesmo pagando em dia, prejudica meu score?

O uso pontual e regularizado tende a pesar menos que um saldo negativo persistente, mas o padrão de uso recorrente pode ser visto pelo banco como sinal de aperto financeiro.

O banco pode reduzir ou cortar meu limite do cheque especial sem avisar?

Sim — é um limite pré-aprovado revisado periodicamente pelo banco, que pode reduzi-lo conforme seu histórico de uso e relacionamento com a conta.

Atraso no cheque especial tem o mesmo efeito no Serasa que atraso no cartão de crédito?

Sim — em ambos os casos, uma dívida em atraso pode ser reportada aos birôs de crédito depois de um determinado prazo, com o mesmo tipo de impacto no seu nome.

Depois de quitar o cheque especial, como evito cair nele de novo?

Monte uma reserva mínima de emergência, mesmo pequena, e acompanhe o saldo da conta com mais frequência nas semanas seguintes — é quando a recaída costuma acontecer.