Calculadoras mais importantes do Brasil
Calculadora de Correção Monetária
Informe o valor, o índice e o período e clique em Calcular para ver quanto aquele dinheiro vale hoje, com os índices oficiais do Banco Central.
Resposta rápida
Corrigir um valor é multiplicá-lo pelo fator acumulado do índice, mês a mês — nunca somar percentuais. E o índice escolhido pesa muito: R$ 1.000 de janeiro de 2015 valem R$ 1.863,10 pelo IPCA e R$ 2.151,92 pelo IGP-M, quase R$ 290 de diferença sobre o mesmo dinheiro e o mesmo período. Se existe contrato, o índice válido é o que está escrito nele. Use a calculadora acima: ela busca as séries oficiais no Banco Central e mostra o resultado pelos quatro índices ao mesmo tempo.
Sobre esta calculadora
A calculadora de correção monetária do SimulaDinheiro atualiza qualquer valor entre duas datas pelo IPCA, INPC, IGP-M ou Selic acumulada. Informe o valor, escolha o índice e o período, e a ferramenta consulta as séries oficiais do Banco Central ao vivo, aplica o fator acumulado e devolve o valor corrigido, a variação do índice no período e quanto foi só de correção. Se o caso envolver atraso, dá para somar juros de mora de 1% ao mês ou outra taxa. E, diferente da maioria das ferramentas, ela mostra o mesmo valor corrigido pelos quatro índices lado a lado — que é onde mora a discussão real em contratos e processos.
O que é e para que serve a Calculadora de Correção Monetária

Correção monetária não é ganho, é reposição. Ela apenas devolve ao valor o poder de compra que a inflação levou embora, para que uma quantia de anos atrás possa ser comparada com o dinheiro de hoje sem distorção. É por isso que ela aparece em tanto lugar: no aluguel que sobe uma vez por ano, na dívida antiga que voltou a ser cobrada, no acordo trabalhista, no valor de uma causa judicial, na conta de quanto custava um imóvel em 2010 e no salário que ficou parado enquanto tudo em volta subiu.
A escolha do índice é a parte que mais gera confusão, e ela quase sempre tem uma resposta objetiva. Havendo contrato, vale o índice que está escrito nele — e só ele. Não havendo, o IPCA é a inflação oficial do país, medida pelo IBGE, e virou o padrão da maioria das decisões judiciais. O INPC mede o custo de vida das famílias que ganham até cinco salários mínimos e é comum em causas trabalhistas. O IGP-M nasceu para contratos e é o índice histórico dos aluguéis, mas oscila muito porque carrega preços no atacado e o câmbio: em alguns anos disparou bem acima da inflação ao consumidor, o que provocou uma onda de renegociações. Já a Selic acumulada é usada em débitos com a Receita Federal e tem uma particularidade importante: ela já embute juros, então não se soma juros de mora por cima dela.
Comparação entre os índices
O índice escolhido muda bastante o resultado. Veja R$ 1.000,00 de janeiro de 2020 corrigidos até janeiro de 2025 (60 meses) pelos quatro índices desta calculadora:
| Índice | Variação no período | R$ 1.000,00 viram |
|---|---|---|
| IPCA (inflação oficial) | 33,39% | R$ 1.333,95 |
| INPC (inflação de baixa renda) | 33,44% | R$ 1.334,45 |
| IGP-M (índice de aluguel) | 57,45% | R$ 1.574,55 |
| Selic acumulada (débitos com a Receita) | 52,10% | R$ 1.520,99 |
Entre o IPCA e o IGP-M, a diferença passa de R$ 240,00 no mesmo valor e período — por isso confirmar qual índice vale no seu contrato ou processo faz toda a diferença no valor final.
Metodologia do cálculo
Os índices são capitalizados, não somados. Cada variação mensal vira um fator (0,45% vira 1,0045) e todos os fatores do período são multiplicados entre si; o valor original é multiplicado por esse fator acumulado. Somar percentuais subestima o resultado, e o erro cresce rápido em períodos longos. A contagem segue a convenção oficial: corrigir de janeiro de 2015 até julho de 2026 significa compor os índices de fevereiro de 2015 até julho de 2026, ou seja, do mês seguinte à data inicial até o mês final, inclusive. Foi assim que a calculadora foi conferida contra números publicados — o IPCA de 2024 fecha em 4,83%, o de 2023 em 4,62%, o INPC de 2024 em 4,77% e o IGP-M de 2021 em 17,78%.
As séries vêm ao vivo do sistema SGS do Banco Central: IPCA na série 433, INPC na 188, IGP-M na 189 e Selic acumulada no mês na 4390. Como cada uma é divulgada em data diferente, a calculadora corta todas no último mês comum publicado, para que a comparação lado a lado cubra exatamente o mesmo período — e avisa quando o mês final escolhido ainda não tem índice divulgado, informando até onde a conta foi feita. Os juros de mora, quando informados, entram como juros simples sobre o valor já corrigido, que é a convenção dos cálculos judiciais brasileiros: 1% ao mês por 24 meses equivale a 24% sobre o corrigido, não a uma composição mês a mês.
Um exemplo fecha o raciocínio. R$ 1.000 de janeiro de 2015 corrigidos até julho de 2026 somam 138 índices mensais. Pelo IPCA a variação acumulada é de 86,31% e o valor vira R$ 1.863,10; pelo INPC, 85,33% e R$ 1.853,31; pelo IGP-M, 115,19% e R$ 2.151,92. A mesma quantia guardada parada continuaria valendo R$ 1.000 no papel e compraria hoje o equivalente a R$ 536,74 daquela época — o custo silencioso de não corrigir.
Simulações com valores diferentes
Mantendo o mesmo período (janeiro de 2020 a janeiro de 2025, fator IPCA de 1,333948), veja como a correção muda proporcionalmente ao valor original:
| Valor original | Correção monetária | Valor corrigido (IPCA) |
|---|---|---|
| R$ 500,00 | R$ 166,97 | R$ 666,97 |
| R$ 1.000,00 | R$ 333,95 | R$ 1.333,95 |
| R$ 5.000,00 | R$ 1.669,74 | R$ 6.669,74 |
| R$ 10.000,00 | R$ 3.339,48 | R$ 13.339,48 |
Evolução: como R$ 1.000,00 foram corrigidos ano a ano
Usando sempre janeiro de 2020 como base e o IPCA como índice, veja como o valor corrigido cresce a cada ano que passa (dados reais do Banco Central):
| Até | Meses corridos | R$ 1.000,00 corrigidos |
|---|---|---|
| Janeiro de 2021 | 12 meses | R$ 1.045,59 |
| Janeiro de 2022 | 24 meses | R$ 1.154,12 |
| Janeiro de 2023 | 36 meses | R$ 1.220,76 |
| Janeiro de 2024 | 48 meses | R$ 1.275,77 |
| Janeiro de 2025 | 60 meses | R$ 1.333,95 |
Repare que o salto de 2021 para 2022 (R$ 1.045,59 → R$ 1.154,12) foi bem maior que os anos seguintes — reflexo da inflação mais alta naquele período. A correção nunca anda em linha reta: ela segue de perto os altos e baixos da inflação real de cada ano.
Avisos importantes
Os valores apresentados são apenas estimativas e podem variar na prática. Cálculos judiciais seguem tabelas e regras próprias de cada tribunal, com data de início da correção, índice aplicável e critério de juros definidos na decisão — o resultado desta ferramenta serve como referência, não substitui o cálculo do contador ou do advogado. Contratos podem prever índice, periodicidade e travas específicas, e prevalece sempre o que está escrito neles. Débitos com a Receita Federal usam a Selic acumulada, que já contempla juros, e por isso não devem receber juros de mora adicionais. Esta ferramenta tem fins educativos e não é aconselhamento jurídico, contábil ou de investimento.
Isso não é orientação financeira
Esta calculadora usa os índices oficiais do Banco Central para fins educacionais e de estimativa. Ela não substitui o cálculo oficial de um contrato, sentença judicial ou processo administrativo, que podem ter regras próprias de índice, data-base e forma de aplicação — sempre confira com a outra parte, um contador ou advogado antes de fechar um valor.
Sobre os dados que você digita
Esta calculadora não pede CPF, número de processo ou qualquer dado de identificação — só o valor e o período que você quer corrigir, processados no seu próprio navegador. Os índices em si vêm ao vivo do Banco Central, sem identificar quem fez a consulta.
Glossário: termos da calculadora de correção monetária
Alguns termos que aparecem nesta calculadora:
- IPCA: Índice de Preços ao Consumidor Amplo, a inflação oficial do Brasil, medida pelo IBGE e usada como meta pelo Banco Central.
- INPC: Índice Nacional de Preços ao Consumidor, parecido com o IPCA mas focado em famílias de renda mais baixa (até 5 salários mínimos) — usado em reajustes salariais e de benefícios.
- IGP-M: Índice Geral de Preços do Mercado, calculado pela FGV e usado na maioria dos contratos de aluguel — pesa mais preços no atacado e câmbio, por isso costuma variar mais que o IPCA.
- Selic acumulada: a soma da taxa básica de juros mês a mês, usada oficialmente para corrigir débitos e créditos com a Receita Federal — já funciona como juros e correção ao mesmo tempo.
- Fator de correção: o número pelo qual se multiplica o valor original para chegar ao valor corrigido (ex.: fator 1,333948 = correção de 33,39%).
Comparativos de produtos mais vendidos
Livros para cuidar do seu dinheiro
Outras simulações financeiras · Mais buscadas
Últimos do Blog
Ver todos →Perguntas frequentes
Como calcular a correção monetária de um valor?
Você multiplica o valor original pelo fator acumulado do índice escolhido no período. Esse fator é o produto das variações mensais: um mês de 0,5% vira 1,005, e todos os meses são multiplicados entre si, nunca somados. A contagem começa no mês seguinte à data inicial e vai até o mês final, inclusive. Esta calculadora busca as séries oficiais no Banco Central e faz essa conta automaticamente.
Qual índice devo usar: IPCA, INPC, IGP-M ou Selic?
Depende de onde o valor vem. Se houver contrato, vale o índice que estiver escrito nele. Sem contrato, o IPCA é a inflação oficial e o padrão da maioria das decisões judiciais; o INPC mede o custo de vida de quem ganha até cinco salários mínimos e aparece em causas trabalhistas; o IGP-M é tradicional em contratos de aluguel e oscila muito mais; a Selic acumulada é usada em débitos com a Receita Federal e já embute juros, por isso não deve ser somada a outros juros.
Correção monetária é a mesma coisa que juros?
Não. A correção monetária apenas repõe a inflação, devolvendo o poder de compra que o dinheiro perdeu com o tempo — ela não é ganho, é recomposição. Os juros são a remuneração pelo tempo que o dinheiro ficou com outra pessoa, ou a penalidade pelo atraso. Por isso as duas coisas costumam aparecer somadas em dívidas e processos, e esta calculadora permite incluir os juros de mora separadamente.
Quanto é 1% ao mês de juros de mora?
É o percentual máximo previsto no artigo 406 do Código Civil quando o contrato não define outro. Nos cálculos judiciais brasileiros ele costuma ser aplicado como juro simples: 1% ao mês por 24 meses significa 24% sobre o valor já corrigido, e não uma composição mês a mês. A calculadora segue essa convenção e mostra o valor dos juros separado da correção.
Os índices desta calculadora são oficiais?
Sim. As séries vêm ao vivo do sistema SGS do Banco Central: IPCA (série 433), INPC (188), IGP-M (189) e Selic acumulada no mês (4390). Como cada índice é divulgado em datas diferentes, o cálculo é feito até o último mês publicado para todos eles, e a ferramenta avisa quando o mês final escolhido ainda não tem índice divulgado.
Como corrigir o valor de um contrato de aluguel?
Use o índice previsto no contrato — historicamente o IGP-M, embora muitos contratos recentes tenham migrado para o IPCA — com data inicial no mês do último reajuste e data final no mês do reajuste novo. O resultado é o aluguel corrigido. A diferença entre os dois índices costuma ser grande: nos últimos anos o IGP-M acumulou bem mais que o IPCA, o que explica a onda de renegociações de aluguel.
Estratégias e alternativas
Qual índice devo usar para corrigir um contrato ou dívida?
Depende do que está escrito no contrato ou na decisão judicial. Contratos de aluguel costumam usar o IGP-M, dívidas trabalhistas e cíveis costumam usar o IPCA-E ou a taxa Selic (que já embute juros), e reajustes salariais costumam usar o INPC. Sem cláusula específica, confira a legislação aplicável ao seu caso.
Por que o IGP-M costuma corrigir mais que o IPCA?
O IGP-M pesa fortemente preços no atacado e a variação cambial, então reage mais forte a choques de câmbio e commodities do que o IPCA, que mede o consumidor final. Em períodos de dólar em alta, a diferença entre os dois pode ficar bem grande, como mostra a comparação acima.
Evitando armadilhas
A Selic acumulada é a mesma coisa que juros de mora?
Não exatamente. Quando usada para corrigir débitos com a Receita Federal, a taxa Selic acumulada já funciona como juros e correção monetária ao mesmo tempo — por isso não se soma outro juro de mora em cima dela. Somar os dois indevidamente infla o valor devido.
O valor desta calculadora é o valor oficial de um processo ou contrato?
Não necessariamente. Contratos e processos judiciais podem ter regras próprias de correção (índice diferente, data-base diferente, ou cálculo pro-rata dentro do mês) — esta calculadora usa os índices oficiais do Banco Central em base mensal cheia, então sempre confira o cálculo oficial antes de pagar ou cobrar um valor.
