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Calculadora de BTU do Ar-Condicionado
Informe a área e as condições do ambiente e clique em Calcular para ver de quantos BTUs você precisa.
Resposta rápida
A conta de BTU parte de 600 BTU/h por m² em ambiente com pouco sol, sobe para 800 BTU/h por m² onde bate sol forte, e soma cerca de 600 BTU/h por pessoa a mais e 600 BTU/h por aparelho que esquenta. Um quarto de 12 m² à sombra com duas pessoas dá aproximadamente 7.800 BTU/h, ou seja, um aparelho de 9.000 BTUs. Errar para menos é o erro mais caro: o aparelho fica ligado sem parar e gasta mais do que o modelo correto. Use a calculadora acima com as medidas do seu ambiente.
Sobre esta calculadora
A calculadora de BTU do SimulaDinheiro indica de quantos BTUs você precisa e qual capacidade comercial de ar-condicionado comprar. É gratuita e online. Informe a área do ambiente, a incidência de sol, quantas pessoas ficam no local e quantos aparelhos geram calor — a ferramenta calcula a carga térmica, sugere o modelo mais próximo à venda e, se você informar as horas de uso e a tarifa, estima o consumo mensal nas versões convencional e inverter.

O que é e para que serve a Calculadora de BTU
BTU é a sigla de British Thermal Unit, a unidade que mede a capacidade de refrigeração de um ar-condicionado. Quando um aparelho é anunciado como 9.000 BTUs, o número real é 9.000 BTU/h: a quantidade de calor que ele consegue retirar do ambiente a cada hora. Escolher essa capacidade não é questão de preferência, é conta: depende do tamanho do cômodo, do sol que entra, de quantas pessoas ficam ali e de quanto calor os equipamentos do ambiente produzem.
Esta calculadora serve para acertar essa escolha antes de gastar. O erro mais comum é comprar um aparelho abaixo do necessário para economizar na compra: ele nunca alcança a temperatura, o compressor não desliga e o consumo acaba maior do que seria com o modelo correto. O erro oposto também custa — um aparelho grande demais resfria rápido, desliga antes de desumidificar e deixa o ambiente frio e abafado. Depois de descobrir a capacidade certa aqui, vale conferir o peso na conta de luz com a calculadora de consumo por aparelho.
Metodologia do cálculo
O cálculo segue a regra prática usada pelo mercado de refrigeração. A carga base é área × BTU por m², com 600 BTU/h por m² em ambiente sombreado, 700 quando o sol entra em parte do dia e 800 quando há sol forte à tarde ou laje sem forro. Ambientes comerciais recebem 200 BTU/h por m² a mais, porque têm circulação de pessoas e mais equipamentos. Sobre esse valor somam-se 600 BTU/h por pessoa além da primeira e 600 BTU/h por aparelho que gera calor.
Exemplo fechado: sala de 20 m² com sol à tarde (800 BTU/m²), uso residencial, 3 pessoas e 2 aparelhos. A base é 20 × 800 = 16.000 BTU/h; as pessoas somam 2 × 600 = 1.200; os aparelhos somam 2 × 600 = 1.200. O total é 18.400 BTU/h, que leva ao modelo comercial de 22.000 BTUs — o de 18.000 ficaria abaixo do necessário.
O resultado é arredondado para a próxima capacidade vendida no varejo brasileiro: 7.000, 9.000, 12.000, 18.000, 22.000, 24.000, 30.000, 36.000, 48.000 e 60.000 BTUs. A estimativa de consumo converte BTU/h em potência elétrica usando índices de eficiência típicos — cerca de 3,0 W de refrigeração por watt consumido nos modelos convencionais e 4,0 nos inverter —, o que explica a diferença de consumo entre os dois na mesma capacidade.
Comparação com outro tipo de investimento
Trocar um ar-condicionado convencional por um inverter de mesma capacidade custa mais caro na loja, mas reduz a conta de luz todo mês. No cenário de exemplo desta calculadora (20 m², sol em parte do dia, 2 pessoas, 1 aparelho que esquenta, 8h de uso por dia a R$ 0,85/kWh), o inverter custa cerca de R$ 268,97/mês contra R$ 358,63/mês do convencional — uma economia de R$ 89,66/mês, ou R$ 1.075,90 por ano.
Se essa economia mensal fosse simplesmente guardada, ao final de 12 meses ela somaria os R$ 1.075,90 acima, sem render nada. Aplicada mês a mês em um CDB de 100% do CDI (~13,90% a.a., líquido de Imposto de Renda), o valor chegaria a aproximadamente R$ 1.129,00 — uma estimativa simplificada, que não considera taxas do banco nem mudanças na Selic, mas mostra que a diferença de preço entre os dois modelos pode ser recuperada mais rápido do que parece quando a economia é investida em vez de gasta.
Simulações com valores diferentes
Mantendo sol em parte do dia, 2 pessoas e 1 aparelho que esquenta (8h/dia, R$ 0,85/kWh), veja como a área do ambiente muda a carga térmica, a capacidade recomendada e o custo mensal do aparelho inverter:
| Área | Carga térmica calculada | Aparelho recomendado | Custo mensal (inverter) |
|---|---|---|---|
| 15 m² | 11.700 BTU/h | 12.000 BTUs | R$ 179,32 |
| 20 m² | 15.200 BTU/h | 18.000 BTUs | R$ 268,97 |
| 25 m² | 18.700 BTU/h | 22.000 BTUs | R$ 328,75 |
| 30 m² | 22.200 BTU/h | 24.000 BTUs | R$ 358,63 |
Evolução: gasto acumulado ao longo do ano
Para o cenário de 20 m² com aparelho inverter (R$ 268,97/mês), veja como o gasto com energia do ar-condicionado se acumula ao longo do ano:
| Período | Gasto acumulado |
|---|---|
| 1 mês | R$ 268,97 |
| 3 meses | R$ 806,91 |
| 6 meses | R$ 1.613,82 |
| 9 meses | R$ 2.420,73 |
| 12 meses | R$ 3.227,64 |
Avisos importantes
Os valores são estimativas para fins educativos e seguem a regra prática de mercado, não um laudo de carga térmica. Projetos com pé-direito alto, grandes áreas envidraçadas, cozinhas, ambientes com muitos equipamentos, forros metálicos ou uso industrial exigem cálculo técnico feito por profissional habilitado, conforme a ABNT NBR 16401. O consumo real depende do modelo, da temperatura regulada, do isolamento do ambiente e da eficiência informada pelo fabricante no selo do Inmetro.
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Quantos BTUs por metro quadrado?
A regra usada pelo mercado parte de 600 BTU/h por m² para ambientes com pouco sol e vai a 800 BTU/h por m² quando bate sol forte à tarde ou o teto não tem forro. A esse valor se somam cerca de 600 BTU/h para cada pessoa além da primeira e mais 600 BTU/h para cada aparelho que gera calor no ambiente, como TV, computador ou geladeira.
O que acontece se eu comprar um ar-condicionado menor do que o necessário?
O aparelho fica ligado o tempo todo tentando alcançar a temperatura, nunca desliga o compressor, gasta mais energia do que um modelo correto e ainda assim não refrigera bem. Além disso, trabalhar no limite o tempo inteiro reduz a vida útil do equipamento.
E se eu comprar um ar-condicionado maior do que o necessário?
Ele resfria rápido demais e desliga antes de retirar a umidade do ar, deixando o ambiente frio e abafado. O liga-desliga constante também consome mais e desgasta o compressor. Superdimensionar não é uma escolha segura — é um erro de cálculo na direção oposta.
Ar-condicionado inverter gasta menos energia?
Sim. Em vez de desligar e religar o compressor, o inverter reduz a rotação e mantém a temperatura com potência menor. Na prática, o consumo costuma ficar de 25% a 40% abaixo do modelo convencional de mesma capacidade, e a diferença aparece na conta principalmente em quem usa muitas horas por dia.
Qual capacidade eu escolho se o resultado ficar entre dois modelos?
Arredonde para cima, para a próxima capacidade comercial. Ficar abaixo do necessário é o erro mais caro dos dois: o aparelho não dá conta, fica ligado sem parar e gasta mais do que o modelo maior teria gastado.
Estratégias e alternativas
Vale a pena pagar mais caro por um modelo inverter?
Depende de quanto o inverter custa a mais na loja e de quanto tempo você pretende usar o aparelho. Compare a diferença de preço entre os dois modelos com a economia mensal mostrada nesta calculadora (no exemplo, R$ 89,66/mês) para estimar em quantos meses o inverter “se paga” — depois disso, toda economia é ganho líquido. Aparelhos com Selo Procel classe A costumam ter o menor consumo dentro de cada categoria.
Como reduzir a necessidade de BTU sem comprar um aparelho maior?
Antes de subir de categoria, vale reduzir a carga térmica do ambiente: cortina ou persiana nas janelas com sol direto, isolamento no teto em telhados quentes, portas e janelas bem vedadas, e menos aparelhos que esquentam ligados ao mesmo tempo no cômodo. Cada ajuste desses pode evitar que o resultado passe para a próxima faixa de capacidade comercial.
Evitando armadilhas
Em quais ambientes essa conta simplificada pode falhar?
A regra de BTU por m² é uma estimativa de mercado, não um projeto de engenharia. Em ambientes com pé-direito muito alto, muitas paredes de vidro, cozinhas ou salas com equipamentos que geram bastante calor, o resultado pode ficar abaixo do necessário — nesses casos vale um cálculo de carga térmica feito por um profissional antes de comprar.
Comprar o aparelho certo e esquecer a manutenção também é armadilha?
Sim. Um ar-condicionado corretamente dimensionado com filtro sujo ou gás baixo perde eficiência e passa a consumir mais energia para entregar o mesmo conforto — na prática, o custo mensal real fica acima do estimado nas simulações desta página. Limpeza periódica dos filtros e manutenção preventiva a cada 6 a 12 meses ajudam a manter o consumo próximo do calculado.
