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Onde Rende Mais: Comparador de Bancos Digitais
Informe o valor e o prazo e clique em Comparar para ver onde o seu dinheiro rende mais, já com IR e IOF descontados.
Resposta rápida
A conta que anuncia o maior percentual quase nunca é a que mais rende no seu caso, porque as taxas turbinadas têm teto: acima dele, o dinheiro volta a render o percentual básico. Quem aplica bem acima do teto recebe uma média menor do que o número do anúncio. E o que decide mesmo é o valor líquido, depois do IR e do IOF. Use o comparador acima com o seu valor e o seu prazo para ver o ranking real.
Sobre esta calculadora
O comparador de bancos digitais do SimulaDinheiro mostra quanto o mesmo dinheiro rende em cada conta de liquidez diária do mercado. Informe o valor, o prazo, o CDI do momento e se você cumpre as exigências das contas turbinadas, e a ferramenta devolve o ranking pelo valor líquido — já com o Imposto de Renda do prazo, o IOF dos primeiros trinta dias e o teto de cada conta aplicados. A poupança entra como régua de comparação.
O que é e para que serve o Comparador de Bancos Digitais

Nos últimos anos virou rotina os bancos digitais disputarem quem paga mais pelo dinheiro parado na conta. Um anuncia 100% do CDI, outro promete 120%, um terceiro aparece com 140% por tempo limitado. O problema é que esses números não são comparáveis do jeito que aparecem na propaganda. Quase toda taxa alta vem com alguma condição: um valor máximo que rende naquele percentual, uma movimentação mensal mínima, uma assinatura paga, um prazo promocional que termina. Comparar só o número grande do anúncio leva a escolher errado.
Esta ferramenta faz a comparação do jeito que importa: com o seu valor, no seu prazo, e chegando ao que de fato cai na sua conta no resgate. Quando o valor aplicado passa do teto de uma conta turbinada, a calculadora divide a aplicação em duas partes — a que rende a taxa cheia e a que rende a taxa básica — e mostra o percentual médio real, que costuma ser bem menor que o anunciado. Depois desconta o IOF, se o resgate for antes de trinta dias, e o Imposto de Renda da faixa do prazo. O resultado é um ranking em reais, que responde a pergunta que interessa: onde deixar o dinheiro que fica disponível para usar a qualquer momento.
Comparação: percentual maior nem sempre significa ganhar mais (efeito do teto)
Muitas contas turbinadas anunciam percentuais chamativos (120%, 121% do CDI), mas só pagam essa taxa até um valor-teto — geralmente R$ 10 mil. Acima disso, o excedente rende uma taxa bem menor. Veja como isso muda o resultado em uma aplicação de R$ 50.000 por 360 dias:
| Conta | Taxa anunciada | Taxa média efetiva | Valor líquido em 360 dias |
|---|---|---|---|
| Nubank Caixinha Turbo 120% | 120% do CDI até R$ 10 mil | 104% do CDI | R$ 55.724,00 |
| Sofisa Direto CDB | 105% do CDI sem teto | 105% do CDI | R$ 55.782,83 |
| Poupança | ~70% do CDI (regra atual) | — | R$ 53.083,89 |
Nesse cenário, a conta que anuncia 120% termina atrás da que paga 105% sem teto nenhum — porque só os primeiros R$ 10 mil pegam a taxa turbinada, e os R$ 40.000 restantes rendem apenas 100% do CDI. Vale sempre simular com o valor real que você pretende deixar aplicado antes de escolher pelo percentual anunciado.
Metodologia do cálculo
O cálculo segue a convenção do mercado brasileiro, em que o percentual do CDI incide sobre o fator diário e a contagem corre em dias úteis. Primeiro a ferramenta converte o CDI anual em fator diário elevando-o a um sobre duzentos e cinquenta e dois; aplica o percentual da conta sobre o excedente desse fator; e capitaliza pelo número de dias úteis do período, obtido a partir do prazo em dias corridos. Os impostos, ao contrário, correm em dias corridos — misturar as duas bases é o erro mais comum nesse tipo de conta e desloca as fronteiras das alíquotas.
Sobre o teto: quando o valor aplicado supera o limite de uma conta turbinada, o percentual efetivo vira uma média ponderada entre a parte até o teto, que rende a taxa cheia, e o excedente, que rende a taxa básica daquela instituição. Depois vem o IOF, que incide apenas em resgates com menos de trinta dias corridos e segue a tabela regressiva que começa em 96% do rendimento no primeiro dia e cai cerca de três pontos por dia até zerar no trigésimo. Por fim o Imposto de Renda, aplicado sobre o rendimento já líquido de IOF, na alíquota da faixa: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360, 17,5% de 361 a 720 e 15% acima de 720 dias. A poupança entra pela regra vigente com a Selic acima de 8,5% ao ano, rendendo 0,5% ao mês mais TR, aproximadamente 8% ao ano, isenta de IR e de IOF.
Um exemplo deixa claro por que o teto muda tudo. Com R$ 50.000 aplicados por um ano e o CDI a 13,90%, uma conta que paga 120% do CDI até R$ 10.000 e 100% acima disso entrega, na média, 104% do CDI — e não os 120% do anúncio. Nesse mesmo cenário, uma conta que paga 105% do CDI sem teto nenhum termina na frente, mesmo tendo o número menor na propaganda.
Simulações com valores diferentes
O rendimento líquido muda de acordo com o valor aplicado e o tempo de aplicação, por causa das alíquotas regressivas de IR e IOF. Veja três cenários comparando uma conta sem teto (Sofisa Direto, 105% do CDI), uma conta sem teto e sem taxa turbinada (Nubank Caixinha, 100% do CDI) e a poupança:
| Valor aplicado | Prazo | Sofisa Direto (105% CDI) | Nubank Caixinha (100% CDI) | Poupança |
|---|---|---|---|---|
| R$ 1.000 | 30 dias | R$ 1.008,88 | R$ 1.008,45 | R$ 1.005,00 |
| R$ 10.000 | 180 dias | R$ 10.539,06 | R$ 10.512,57 | R$ 10.303,78 |
| R$ 50.000 | 360 dias | R$ 55.782,83 | R$ 55.489,46 | R$ 53.083,89 |
Nos prazos mais curtos (30 dias) a diferença entre as opções é pequena, porque o IOF regressivo ainda corrói parte do rendimento bruto de quem tem imposto a pagar. Já a poupança, mesmo isenta de IR e IOF, rende menos nos prazos mais longos por causa da taxa mensal mais baixa.
Evolução mês a mês: a mesma conta ao longo do tempo
Para visualizar como a diferença entre uma conta rentável e a poupança cresce com o tempo, veja a evolução de R$ 10.000 aplicados em uma conta que paga 105% do CDI sem teto, comparado à poupança, ao longo de 12 meses:
| Período | Conta 105% do CDI | Poupança | Diferença |
|---|---|---|---|
| 1 mês | R$ 10.088,76 | R$ 10.050,00 | R$ 38,76 |
| 3 meses | R$ 10.265,00 | R$ 10.150,75 | R$ 114,25 |
| 6 meses | R$ 10.539,06 | R$ 10.303,78 | R$ 235,28 |
| 12 meses | R$ 11.156,57 | R$ 10.616,78 | R$ 539,79 |
A diferença é pequena no primeiro mês, mas se acumula: em um ano, a conta mais rentável rende mais de 10 vezes o que a poupança rende no mesmo período, sobre o mesmo valor aplicado.
Avisos importantes
Isso não é orientação financeira
Os valores apresentados são apenas estimativas e podem variar na prática. Os percentuais do CDI de cada instituição foram levantados em setembro de 2026 e são alterados pelos bancos sem aviso prévio — confirme a taxa, o teto e as condições no aplicativo antes de mover dinheiro. O cálculo supõe o CDI constante durante todo o período, o que não acontece na realidade: a taxa acompanha as decisões do Copom. CDB e RDB contam com a proteção do FGC até R$ 250 mil por CPF e por instituição; contas que aplicam o saldo em fundos de Tesouro Selic não têm FGC, e isso está sinalizado no ranking. Esta ferramenta tem fins educativos e não é recomendação de investimento.
Sobre os dados que você digita
Esta calculadora não pede login, CPF ou qualquer dado de identificação — só os números necessários para o cálculo aparecerem na tela.
Glossário: termos do comparador de bancos digitais
Alguns termos técnicos que aparecem nesta calculadora e no seu extrato bancário:
- CDI: taxa de referência do mercado interbancário brasileiro, usada como base para a maioria das aplicações de renda fixa (CDBs, contas digitais, fundos).
- Fator diário: a taxa do CDI convertida para um percentual aplicado a cada dia útil, usando a base de 252 dias úteis por ano.
- Dias úteis x dias corridos: o rendimento da renda fixa é calculado em dias úteis (252 por ano), enquanto prazos de carência e alíquotas de IR/IOF usam dias corridos (365 por ano).
- IOF regressivo: imposto que incide sobre o rendimento de aplicações resgatadas antes de 30 dias corridos, começando em 96% no 1º dia e chegando a 0% a partir do 30º dia.
- IR regressivo: imposto sobre o rendimento de renda fixa, com alíquota decrescente conforme o tempo de aplicação: 22,5% até 180 dias, 20% até 360 dias, 17,5% até 720 dias e 15% acima disso.
- FGC: Fundo Garantidor de Créditos, que cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira em caso de quebra do banco, para produtos como CDB, RDB e conta digital baseada em CDB.
- Conta/caixinha turbinada: produto de conta digital que paga um percentual maior do CDI, geralmente limitado a um valor-teto de aplicação.
- Teto do rendimento turbinado: valor máximo aplicado que ainda recebe a taxa promocional anunciada; o que exceder esse valor rende a taxa-base, mais baixa.
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O que significa render 100% do CDI?
O CDI é a taxa que os bancos usam para emprestar dinheiro entre si e anda praticamente colada na Selic. Render 100% do CDI significa acompanhar essa taxa por inteiro. Render 120% significa ganhar um quinto a mais que ela, e render 80% significa ficar abaixo. É por isso que comparar contas pelo percentual do CDI diz mais do que comparar promessas de “alto rendimento”.
Por que a conta que promete mais nem sempre ganha?
Porque quase toda taxa turbinada tem teto. Uma conta pode pagar 120% do CDI, mas só até R$ 10 mil — o que passa disso costuma cair para o percentual básico. Quem aplica R$ 50 mil recebe, na prática, uma média bem menor que os 120% anunciados. Esta calculadora aplica o teto de cada conta e mistura as duas taxas, mostrando o percentual médio real.
Quanto o Imposto de Renda desconta?
O IR incide só sobre o rendimento, nunca sobre o valor aplicado, e cai conforme o tempo: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. É retido automaticamente no resgate. A poupança é isenta — e mesmo assim costuma perder, porque a taxa dela é muito menor.
O que é o IOF dos 30 primeiros dias?
Quem resgata antes de completar 30 dias paga IOF sobre o rendimento, numa escala que começa em 96% no primeiro dia e cai cerca de três pontos por dia até zerar no trigésimo. Na prática, resgatar com poucos dias devolve quase nada de rendimento. Por isso vale esperar completar um mês sempre que der.
Esse dinheiro está protegido pelo FGC?
CDB e RDB são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos até R$ 250 mil por CPF e por instituição, com teto global de R$ 1 milhão renovado a cada quatro anos. As contas que aplicam o saldo em fundo de Tesouro Selic não têm FGC — nesse caso o risco é do governo, considerado o mais baixo do país, mas é uma proteção de natureza diferente.
Vale a pena espalhar o dinheiro em várias contas?
Muitas vezes sim. Como as taxas turbinadas têm teto, encher o teto de duas ou três contas costuma render mais do que deixar tudo em uma só. O custo é a bagunça de acompanhar vários aplicativos e as exigências mensais de cada um. Use a calculadora com o valor de cada fatia para descobrir se a diferença compensa o trabalho.
Estratégias e alternativas
Vale a pena dividir o dinheiro entre várias contas digitais?
Pode valer, principalmente para respeitar o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição coberto pelo FGC. Só não compense uma diversificação exagerada: gerenciar 5 ou 6 contas para ganhar poucos reais a mais no rendimento raramente compensa o tempo gasto.
Reserva de emergência deve ficar em qual tipo de conta?
O critério principal não é o rendimento e sim a liquidez: a reserva precisa estar disponível para saque imediato, sem carência e sem perda de rentabilidade. Prefira sempre contas com liquidez diária e cobertura do FGC, mesmo que rendam um pouco menos do que uma opção com prazo de carência.
Tesouro Selic é uma alternativa às contas digitais?
É, e costuma pagar próximo de 100% do CDI com liquidez diária (D+1) e garantia do Tesouro Nacional, sem depender do limite do FGC. A diferença prática é a corretora cobrar ou não taxa de custódia acima de R$ 10 mil aplicados.
Trocar de conta com frequência atrás do maior percentual compensa?
Geralmente não. Transferências entre bancos levam tempo, algumas promoções têm prazo de validade curto e a diferença de rendimento entre as melhores opções costuma ser pequena no dia a dia. Vale mais a pena escolher uma conta boa e estável do que ficar migrando o dinheiro toda hora.
Evitando armadilhas
Por que uma conta que promete 120% do CDI pode render menos do que uma de 105%?
Porque o percentual maior costuma valer só até um teto (por exemplo, R$ 10 mil). Acima disso, o excedente rende uma taxa bem menor, às vezes só 100% do CDI. Em valores mais altos, o rendimento médio final pode ficar abaixo do de uma conta com taxa única e sem teto, mesmo que o número anunciado pareça maior.
Toda conta digital que rende mais que a poupança tem garantia do FGC?
Não. Algumas carteiras digitais e fundos de investimento não contam com a cobertura do FGC. Antes de colocar uma quantia relevante em uma conta, vale confirmar se o produto por trás dela (CDB, RDB) é coberto ou se é um fundo, que tem outras regras de garantia.
Resgate rápido, antes de 30 dias, tem alguma pegadinha?
Tem: o IOF regressivo. Quem resgata em poucos dias perde boa parte do rendimento bruto para o IOF, que começa em 96% no primeiro dia e some depois de 30 dias corridos. Vale usar essas contas para dinheiro que pode ficar parado por pelo menos um mês.
É seguro confiar só no rendimento anunciado no app do banco?
Vale conferir sempre a letra miúda: se existe teto de valor, se a taxa turbinada tem prazo de validade, e se o rendimento mostrado já é líquido de IR ou ainda vai descontar. Esses detalhes mudam bastante o resultado final na sua conta.
