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Calculadora de INSS do Autônomo

Preencha os campos e clique em Calcular para ver a contribuição.

Resposta rápida

O autônomo tem três planos. O Normal, de 20%, permite escolher a base entre R$ 1.621,00 e o teto de R$ 8.475,55 e é o único que dá direito à aposentadoria por tempo de contribuição. O Simplificado, de 11%, custa R$ 178,31 por mês mas limita a aposentadoria à modalidade por idade, no valor de um mínimo. O Baixa Renda, de 5%, sai por R$ 81,05 e exige CadÚnico. Use a calculadora acima.

Sobre esta calculadora

A calculadora de INSS do autônomo do SimulaDinheiro mostra quanto custa contribuir em cada um dos três planos disponíveis para contribuintes individuais e facultativos em 2026, com o valor mensal, o custo anual e — o que mais importa na decisão — os benefícios que cada plano garante e as restrições que impõe.

Fachada de agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), responsável pelos benefícios do contribuinte individual e facultativo
O INSS administra os benefícios de quem contribui como contribuinte individual (autônomo) ou segurado facultativo. Foto: Senado Federal (CC BY 2.0) / Wikimedia Commons.

O que é e para que serve a Calculadora de INSS do Autônomo

Quem trabalha por conta própria não tem empresa recolhendo o INSS e precisa contribuir sozinho para manter a qualidade de segurado. Sem contribuição não há aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade nem pensão por morte para os dependentes. A legislação oferece três caminhos, com custos e direitos bem diferentes.

A escolha do plano tem efeito de longo prazo e é frequentemente feita só pelo custo mensal, o que sai caro depois. Os planos de 11% e 5% são mais baratos, mas fixam a base em um salário mínimo e fecham a porta da aposentadoria por tempo de contribuição — quem os escolhe só poderá se aposentar por idade, recebendo um salário mínimo. O plano de 20% é o mais caro e o único sem restrições. Escolha o plano e, no caso do Normal, informe a base desejada.

Comparação: os três planos de contribuição

Os planos têm bases e alíquotas diferentes, o que muda o valor pago e os benefícios garantidos:

PlanoBase de cálculoAlíquotaContribuição mensal (2026)Conta p/ aposentadoria por tempo de contribuição?
Normal — 20%1 salário mínimo até o teto (R$ 1.621,00 a R$ 8.475,55)20%R$ 324,20 a R$ 1.695,11Sim
Simplificado — 11%1 salário mínimo (R$ 1.621,00)11%R$ 178,31Não (dá para complementar depois)
Facultativo Baixa Renda — 5%1 salário mínimo (R$ 1.621,00)5%R$ 81,05Não

Metodologia do cálculo

No Plano Normal, a contribuição é 20% da base escolhida, que precisa ficar entre o salário mínimo de R$ 1.621,00 e o teto do salário de contribuição de R$ 8.475,55. Contribuir sobre o mínimo custa R$ 324,20 por mês; sobre o teto, R$ 1.695,11. Nos planos Simplificado e Baixa Renda a base é sempre um salário mínimo, e as alíquotas são de 11% e 5%, resultando em R$ 178,31 e R$ 81,05 respectivamente.

Exemplo fechado: autônomo que escolhe o Plano Normal com base de R$ 3.000. A contribuição mensal é de R$ 600, o que soma R$ 7.200 no ano e R$ 108.000 em quinze anos de contribuição. Em troca, ele mantém o direito à aposentadoria por tempo de contribuição e a um benefício calculado sobre essa base, e não sobre o salário mínimo. Quem optar pelo Simplificado economiza R$ 421,69 por mês, mas fica restrito à aposentadoria por idade no piso.

Simulações com diferentes bases (Plano Normal, 20%)

Quem escolhe o plano de 20% define a própria base de contribuição entre 1 salário mínimo e o teto do INSS:

Base de contribuiçãoContribuição mensalContribuição anual
R$ 1.621,00 (1 salário mínimo)R$ 324,20R$ 3.890,40
R$ 3.000,00R$ 600,00R$ 7.200,00
R$ 5.000,00R$ 1.000,00R$ 12.000,00
R$ 8.475,55 (teto do INSS)R$ 1.695,11R$ 20.341,32
R$ 10.000,00 (acima do teto)R$ 1.695,11 (limitado ao teto)R$ 20.341,32

Evolução do teto do INSS

O teto do INSS é reajustado todo mês de janeiro, geralmente pelo INPC, e limita a base de contribuição de quem escolhe o plano de 20%:

AnoTeto do INSS
2020R$ 6.101,06
2021R$ 6.433,57
2022R$ 7.087,22
2023R$ 7.507,49
2024R$ 7.786,02
2025R$ 8.157,41
2026R$ 8.475,55

Quem contribui pelo plano de 20% sobre o teto paga, em 2026, R$ 1.695,11 por mês — o valor máximo possível de contribuição individual.


Avisos importantes

Os valores são estimativas com finalidade educativa. As guias devem ser emitidas pelo Sistema de Acréscimos Legais ou pelo aplicativo Meu INSS, com o código de pagamento correto para cada plano — usar código errado pode invalidar a contribuição para o fim pretendido. O plano de 5% exige CadÚnico atualizado, e a perda dos requisitos obriga à complementação. Contribuições em atraso têm juros e nem sempre podem ser recolhidas sem comprovação de atividade. Consulte o Meu INSS ou um advogado previdenciário antes de decidir o plano.

Trocar de plano não é automático

Mudar do plano de 11% ou 5% para o de 20% depende de uma ação sua: normalmente é preciso complementar as contribuições já feitas, pagando a diferença de alíquota com juros (Selic), para que os meses contribuídos no plano mais barato passem a contar também para a aposentadoria por tempo de contribuição.

Sobre os dados que você digita

Esta calculadora não pede login, CPF ou qualquer dado de identificação. O plano e a base escolhidos ficam só no seu navegador, usados apenas para o cálculo, e não são enviados para nenhum servidor.

Glossário: termos do INSS do autônomo

  • Contribuinte individual: categoria de segurado obrigatório do INSS para quem exerce atividade remunerada por conta própria, sem vínculo empregatício.
  • Segurado facultativo: quem não tem renda própria mas se inscreve voluntariamente para contribuir e ter direito aos benefícios do INSS.
  • Salário de contribuição: valor sobre o qual incide a alíquota de contribuição, escolhido pelo próprio contribuinte no plano de 20% (entre 1 salário mínimo e o teto).
  • Teto do INSS: valor máximo de salário de contribuição e de benefício pago pelo INSS, reajustado todo ano.
  • Carência: número mínimo de contribuições mensais exigido para ter direito a um benefício específico.
  • Complementação de contribuições: pagamento posterior da diferença de alíquota (até 20%, com juros) para recuperar o direito à aposentadoria por tempo de contribuição.
  • CadÚnico: Cadastro Único para Programas Sociais, exigido para quem contribui pelo plano facultativo de baixa renda (5%).
CLT ou PJ: onde sobra mais dinheiro?
● Comparativo
CLT
R$ 66.340
total/ano c/ benefícios
PJ
R$ 68.340
total/ano líquido
DetalheCLTPJ
Líquido mensalR$ 4.270R$ 5.695
FGTS + 13º + fériasR$ 15.100/ano
Impostos + contadorna fonteR$ 805/mês
Comparação direta
Líquido mensalCLT 4.270 · PJ 5.695
Proteção e benefíciosCLT 15.100 · PJ 0
Total anualCLT 66.340 · PJ 68.340
Valores ilustrativos — o resultado muda com salário, benefícios e regime tributário.Simular PJ ou CLT →
Caixinha Nubank ou Poupança?
● Comparativo
Caixinha 100% CDI
R$ 36.748
em 10 anos · ≈13,9% a.a.
Poupança
R$ 21.589
em 10 anos · ≈8,0% a.a.
R$ 10.000 viramCaixinhaPoupança
Em 1 anoR$ 11.390R$ 10.800
Em 5 anosR$ 19.170R$ 14.690
Em 10 anosR$ 36.748R$ 21.589
Diferença+ R$ 15.159 na Caixinha
Evolução de R$ 10.000
10k 20k 30k 40k hoje 4 anos 8 anos 10 Caixinha · R$ 36,7 mil Poupança · R$ 21,6 mil
Rendimento bruto, antes do IR, com CDI de 13,90% a.a. e poupança a 8,0% a.a. — agosto de 2026.Calcular Caixinha Nubank →

Perguntas frequentes

Quanto o autônomo paga de INSS em 2026?

Depende do plano. No Plano Normal são 20% sobre a base escolhida, entre R$ 1.621,00 e o teto de R$ 8.475,55, o que dá de R$ 324,20 a R$ 1.695,11. No Plano Simplificado são 11% sobre um salário mínimo, R$ 178,31. No Facultativo Baixa Renda, 5%, ou R$ 81,05.

Qual é a diferença entre os planos de 20% e 11%?

O plano de 11% só permite contribuir sobre um salário mínimo e exclui a aposentadoria por tempo de contribuição, restando a aposentadoria por idade no valor de um mínimo. O plano de 20% garante todos os benefícios e permite escolher uma base maior, o que resulta em benefício maior.

Quem pode contribuir com 5%?

Quem não exerce atividade remunerada e se dedica exclusivamente ao trabalho doméstico na própria residência, com família inscrita no CadÚnico e renda familiar de até dois salários mínimos. O cadastro precisa ser atualizado a cada dois anos, sob pena de perda do enquadramento.

Dá para mudar do plano de 11% para o de 20%?

Dá. Quem contribuiu por 11% ou 5% pode complementar a diferença de alíquota, com juros, e assim aproveitar aquele período para a aposentadoria por tempo de contribuição. A complementação é feita por guia própria.

Quem presta serviço para empresa também paga 20%?

Não diretamente. Nesse caso a empresa retém 11% do valor pago ao contribuinte individual e recolhe, aproveitando a dedução de 45% da contribuição patronal prevista na legislação. O autônomo que atende apenas pessoas físicas é que recolhe por conta própria.

Autônomo é segurado obrigatório ou facultativo do INSS?

Depende de ter ou não renda própria. Quem exerce atividade remunerada por conta própria, como prestação de serviços ou venda de produtos, é segurado obrigatório do INSS na categoria contribuinte individual e deve contribuir mensalmente. Já quem não tem renda própria, como dona de casa, estudante sem renda ou desempregado sem outra atividade remunerada, pode se inscrever voluntariamente como segurado facultativo, sem obrigação legal de contribuir.

O que acontece se eu atrasar ou parar de contribuir?

Existe um período de graça: por até 12 meses após a última contribuição, você continua com direito aos benefícios do INSS mesmo sem pagar. Esse prazo sobe para 24 meses para quem já tem mais de 120 contribuições mensais sem ter perdido a qualidade de segurado, e pode chegar a 36 meses para quem, além disso, comprova desemprego involuntário registrado no Ministério do Trabalho. Depois desse prazo, é preciso voltar a contribuir para recuperar a cobertura.

Como faço para pagar a guia do INSS sendo autônomo?

O pagamento é feito pela Guia da Previdência Social (GPS), com o código correspondente ao seu plano de contribuição. A forma mais simples é gerar a guia pelo aplicativo ou site Meu INSS, informando a categoria (contribuinte individual ou facultativo) e o plano escolhido; o valor e o vencimento aparecem automaticamente.

O tempo de contribuição no plano de 11% ou 5% conta para a aposentadoria por idade?

Sim. Contribuir pelo plano simplificado (11%) ou pelo facultativo de baixa renda (5%) garante o tempo de contribuição necessário para a aposentadoria por idade e para os demais benefícios do INSS, como auxílio-doença e pensão por morte. A diferença fica só na aposentadoria por tempo de contribuição, que exige o plano de 20% (ou a complementação posterior da diferença).

Existe uma base de contribuição menor que 1 salário mínimo?

Não. Para todos os planos de contribuinte individual e segurado facultativo, inclusive o de 20%, a base mínima de contribuição é sempre um salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026). Não é possível contribuir sobre um valor menor, mesmo que a renda real do autônomo naquele mês tenha sido inferior a isso.


Estratégias e alternativas

Contribuí anos pelo plano de 11% ou 5% e agora quero que esse tempo conte para aposentadoria por tempo de contribuição. É possível?

Sim. Quem contribuiu por 11% ou 5% pode complementar a diferença de alíquota, com juros, por guia própria, e assim aproveitar aquele período para a aposentadoria por tempo de contribuição.

Como sei se devo me inscrever como segurado obrigatório ou facultativo?

Depende de ter ou não renda própria. Quem exerce atividade remunerada por conta própria é segurado obrigatório, na categoria contribuinte individual, e deve contribuir mensalmente. Quem não tem renda própria — dona de casa, estudante sem renda, desempregado sem outra atividade — pode se inscrever voluntariamente como facultativo, sem obrigação legal.

Se eu atrasar ou parar de contribuir, perco a cobertura do INSS imediatamente?

Não imediatamente. Existe o período de graça: por até 12 meses após a última contribuição você mantém direito aos benefícios; esse prazo sobe para 24 meses se já tiver mais de 120 contribuições sem perda da qualidade de segurado, podendo chegar a 36 meses em caso de desemprego involuntário comprovado.


Evitando armadilhas

Contribuir pelo plano de 11% garante os mesmos benefícios do plano de 20%?

Não. O plano de 11% só permite contribuir sobre um salário mínimo e exclui a aposentadoria por tempo de contribuição, restando apenas a aposentadoria por idade no valor de um mínimo — quem quer todos os benefícios e uma base maior precisa do plano de 20%.

Qualquer pessoa de baixa renda pode contribuir pela alíquota de 5%?

Não. A alíquota de 5% é restrita a quem não exerce atividade remunerada e se dedica exclusivamente ao trabalho doméstico na própria residência, com família inscrita no CadÚnico e renda familiar de até dois salários mínimos — além disso, o cadastro precisa ser atualizado a cada dois anos, sob pena de perda do enquadramento.

Se eu esquecer de atualizar meu cadastro do Facultativo Baixa Renda a cada dois anos, o que acontece?

Você pode perder o enquadramento nessa alíquota reduzida de 5%, já que a lei exige atualização cadastral periódica a cada dois anos para manter o direito a contribuir por esse percentual menor.