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📰 Análise do Dia — mercado & especialistas

Atualizado em 31/10/2026

No último pregão (sexta, 30/10), o Ibovespa recuou 0,75% e fechou aos 167.921,80 pontos (mínima de 167.007,57 e máxima de 169.184,60). Na semana pós-eleição o índice acumulou queda de 18,12%, a maior desde março de 2020, e em outubro perdeu quase 10%, o pior mês desde junho de 2022. O dólar comercial subiu 1,09% e fechou a R$ 5,446, a maior cotação de 2026, com alta de cerca de 9% na semana.

  • Eleição e fluxo. A reeleição de Lula (PT) no 2º turno (25/10) reduziu o apetite a risco; segundo a Gazeta Mercantil, a saída de capital estrangeiro da B3 somou cerca de R$ 7,6 bilhões nos três pregões após o resultado.
  • Juros e fiscal. Os juros futuros seguem pressionados pela incerteza fiscal e pela equipe econômica ainda indefinida. A Selic está em 13,75% a.a.; o Itaú projeta pausa nos cortes na reunião de novembro do Copom (projeção, não decisão).
  • Exterior. As bolsas dos EUA caíram, com o Nasdaq no menor nível em quase três meses, e um ataque hacker à Binance (cerca de US$ 6,3 bilhões em criptoativos) pressionou o Bitcoin, que chegou a US$ 76.888, segundo a CNN Brasil.
  • Vale (VALE3). Subiu 3,28%, a R$ 62,02, após o balanço do 3º trimestre, com EBITDA pro forma de US$ 3,5 bilhões e fluxo de caixa livre recorrente de cerca de US$ 1,4 bilhão.
  • Itaú BBA. Disse que o desconto da bolsa (P/L de 7,9x, ante média de 10 anos de 10x) reflete juros e cenário macro, e não fundamentos mais fracos. Atualizou a carteira recomendada, com entrada de Sabesp (alvo R$ 33,10), CPFL (R$ 52,50), Cury (R$ 44,00), XP (R$ 22,00) e WEG (R$ 50,00), e saída de BTG Pactual, Bradesco, Equatorial, Direcional e Gerdau.
  • BTG Pactual (BPAC11). O Itaú BBA rebaixou a ação para "market perform" (neutro) e cortou o preço-alvo de fim de 2027 de R$ 70 para R$ 60; o papel acumulava queda superior a 30% na semana, segundo o Seu Dinheiro.

Leitura geral dos especialistas: o curto prazo segue de volatilidade elevada, com atenção ao dólar, aos juros futuros, ao Copom e aos sinais fiscais do novo mandato. Parte das casas vê valuations descontados na bolsa, mas são cenários e não garantias de retorno. Conteúdo educativo, sem recomendação de compra ou venda.

Importante: os sinais do Radar de Mercado são leituras automáticas de gráficos, com caráter exclusivamente educativo. Não constituem recomendação de compra ou venda de ativos. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Antes de investir, consulte um profissional certificado.