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📰 Análise do Dia — mercado & especialistas
O Ibovespa fechou a segunda-feira (20/07) praticamente de lado, com queda de 0,2%, aos 173.371,35 pontos, e volume financeiro de R$ 15,75 bilhões — chegou a subir 0,34% na máxima antes de acompanhar a virada de Wall Street. No câmbio, o dólar à vista recuou 0,42% e terminou cotado a R$ 5,0896. Nesta terça (21/07), a agenda é majoritariamente externa, com desemprego do Reino Unido, índice ZEW de percepção econômica na Alemanha e balança comercial do Japão.
- Geopolitica dita o petróleo: os ataques dos EUA a alvos no Irã entraram no nono dia consecutivo e elevaram o risco de interrupção no Estreito de Ormuz, com relatos de navio em chamas na região. O Brent chegou a ultrapassar US$ 90 por barril pela primeira vez em mais de um mês antes de fechar a US$ 88,60 (+0,57%); o WTI ficou estável, a US$ 82,47.
- Combustível caro reacende o debate de juros: a alta da energia recolocou a inflação no radar mesmo depois de o CPI americano vir abaixo do esperado na semana passada, e os mercados futuros passaram a precificar ao menos mais uma alta de juros pelo Federal Reserve até o fim do ano.
- Juros no Brasil: entre as grandes casas, o UBS trabalha com uma das projeções mais baixas para o fim de 2026 — Selic a 12,75% ao ano — enquanto a mediana de mercado segue projetando o dólar em torno de R$ 5,20 no fechamento do ano.
- Temporada de balanços ganha ritmo: a semana concentra resultados de Alphabet, Tesla, Intel e IBM nos EUA, um teste relevante para as teses ligadas à inteligência artificial depois de o Nasdaq recuar 2,9% na semana passada (S&P 500 −1,6%, Dow Jones −0,9%).
- Siderurgia com dupla recomendação: antes do balanço do 2T26, XP e Citi reforçaram compra em Gerdau (GGBR4) apostando em melhora de margens — o Citi elevou o preço-alvo de R$ 27 para R$ 29, potencial próximo de 27%.
- O que as carteiras de julho preferem: a lista mensal da XP reúne Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3), Gerdau (GGBR4), Vale (VALE3), Renner (LREN3), Localiza (RENT3), Totvs (TOTS3), Sabesp (SBSP3), B3 (B3SA3), Itaú (ITUB4) e BTG Pactual (BPAC11). No Citi, as mudanças do mês foram o aumento de peso de Petrobras (PETR4) e Multiplan (MULT3), de 5% para 10%, ao lado de Cury (CURY3), Embraer (EMBR3), Equatorial (EQTL3) e RD Saúde (RADL3). Entre os bancos, Itaú (ITUB4) lidera as menções do mês.
Leitura geral dos especialistas: o tom de curto prazo segue cauteloso e seletivo. A conta que as casas estão fazendo é direta — petróleo em alta por risco geopolítico pressiona a inflação global, o que empurra o Fed para o lado mais duro e limita o espaço de queda de juros também por aqui. Na bolsa, isso favorece óleo e gás e nomes de resultado previsível, enquanto a temporada do 2T26 tende a definir o humor das próximas semanas. Este conteúdo é educativo e apenas relata a visão de analistas — não é recomendação de compra ou venda.
