Quanto rende o FGTS?

FGTS · Atualizado em 9 de outubro de 2026

Resposta

O FGTS rende TR + 3% ao ano, mais uma parte do lucro do fundo creditada uma vez por ano. Com o lucro, a rentabilidade de 2025 foi de 6,90%, segundo o MTE.

FGTS quanto rende: pela Lei 8.036/1990, o saldo é corrigido pela TR e recebe juros de 3% ao ano. O Conselho Curador também distribui parte do lucro anual. Sobre 2025, o crédito extra foi de 1,87%, e o total chegou a 6,90%. Desde a decisão do STF na ADI 5090 (2024), o rendimento precisa ficar, no mínimo, no nível do IPCA.

Exemplo prático

Marcos tinha R$ 10.000 no FGTS em 31/12/2025. Veja como esse saldo rende:

  • Juros fixos: 3% ao ano = cerca de R$ 300 em 12 meses (aproximadamente 0,25% ao mês), mais a TR do período.
  • Distribuição do lucro de 2025: acréscimo de 1,87% sobre o saldo de 31/12/2025 = cerca de R$ 187, creditados em agosto de 2026.
  • Mesmo valor na poupança: com a Selic acima de 8,5%, a poupança paga 0,5% ao mês + TR. Em 12 meses, isso dá 6,17% (cerca de R$ 617) mais a TR.

Resultado: mesmo com o lucro (R$ 300 + R$ 187 = R$ 487 mais TR), o FGTS de Marcos rende menos que a poupança neste cenário de juros altos. Ele, porém, não pode escolher: o FGTS só sai nas hipóteses da lei.

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Quem consulta o extrato e vê o saldo crescendo devagar logo pergunta “fgts quanto rende“. O rendimento do FGTS é definido em lei e é igual para todos os trabalhadores: TR mais juros de 3% ao ano, com um reforço anual vindo do lucro do fundo. Abaixo, a regra completa, os números mais recentes e a comparação com poupança e inflação.

FGTS quanto rende: a regra da lei

O art. 13 da Lei nº 8.036/1990 determina que os depósitos sejam corrigidos pelos mesmos parâmetros da poupança (a TR) e capitalizem juros de 3% ao ano. Na prática, a Caixa credita mensalmente a atualização e os juros na conta, com base no saldo do mês anterior. Os 3% ao ano equivalem a cerca de 0,25% ao mês.

Existe uma exceção antiga: contas de trabalhadores optantes até 22 de setembro de 1971 podem ter juros progressivos de 3% a 6% ao ano, conforme o tempo na mesma empresa. Para quase todos os trabalhadores de hoje, vale a regra de 3%.

FGTS rende juros? Sim, e também distribui lucro

Além da TR + 3%, a lei autoriza o Conselho Curador a distribuir parte do resultado positivo do fundo. O crédito vai para todas as contas com saldo em 31 de dezembro, proporcional a esse saldo, e precisa ser feito até 31 de agosto do ano seguinte. O valor distribuído pode ser sacado nas mesmas hipóteses de saque do saldo.

Em julho de 2026, o Conselho Curador aprovou a distribuição de R$ 13,04 bilhões, ou 89% do lucro de 2025 (R$ 14,7 bilhões). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o crédito somou 1,87% à rentabilidade das contas, e o rendimento total de 2025 chegou a 6,90% (TR + 3% + distribuição).

FGTS rende menos que a inflação?

Por muitos anos, a TR ficou perto de zero e o FGTS perdeu para a inflação. Em 12 de junho de 2024, o STF julgou a ADI 5090 e decidiu que os saldos devem ser corrigidos, no mínimo, pelo IPCA. A fórmula atual (TR + 3% + lucro) foi mantida, mas, nos anos em que ela não alcançar a inflação, o Conselho Curador precisa definir uma compensação. A regra vale para o saldo a partir da publicação da ata do julgamento, sem efeito retroativo.

Em 2025, segundo o MTE, os 6,90% superaram o IPCA em 2,53 pontos percentuais, então não houve perda para a inflação.

Planta crescendo em um pote de vidro com moedas

FGTS rende mais que poupança?

Com a Selic acima de 8,5% ao ano, como em 2026 (13,75%), a poupança rende 0,5% ao mês + TR, o equivalente a 6,17% ao ano mais a TR. O FGTS rende 3% ao ano mais a TR. Mesmo somando a distribuição de lucro de 2025 (1,87%), o FGTS fica cerca de 1,3 ponto percentual atrás da poupança. Quando a Selic cai para 8,5% ou menos, a poupança passa a render 70% da Selic + TR e a diferença diminui.

AplicaçãoRendimento (regra)
FGTSTR + 3% ao ano + distribuição de lucro anual
Poupança (Selic acima de 8,5%)TR + 0,5% ao mês (6,17% ao ano)
Piso do FGTS desde a ADI 5090IPCA

Dá para tirar o FGTS e aplicar em outro lugar?

Só nas hipóteses de saque da lei: demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria, saque-aniversário, entre outras. Com o saque-aniversário, o trabalhador retira todo ano um percentual do saldo e pode aplicar onde quiser, mas perde o direito de sacar o saldo se for demitido sem justa causa (recebe só a multa de 40%). Pesar essa troca é uma decisão pessoal, que depende da estabilidade no emprego.

Como acompanhar o rendimento

  1. Abra o aplicativo FGTS e veja o extrato de cada conta.
  2. Procure os lançamentos mensais de juros e atualização monetária (JAM).
  3. Em agosto, confira o crédito da distribuição de resultados.

Para estimar o saldo e a multa numa rescisão, use a calculadora de FGTS e multa rescisória.

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Perguntas relacionadas

Quanto rende o FGTS por mês?

Os juros de 3% ao ano equivalem a cerca de 0,25% ao mês, mais a TR do período. A distribuição de lucro não é mensal: ela cai uma vez por ano, até 31 de agosto, sobre o saldo de 31 de dezembro do ano anterior.

Quando cai o lucro do FGTS?

A lei manda creditar a distribuição até 31 de agosto do ano seguinte ao do resultado. O lucro de 2025 foi aprovado em 28/07/2026 e creditado em agosto de 2026 para quem tinha saldo em 31/12/2025.

O FGTS rende mais que o CDB?

Em geral não. Com o CDI em 13,65% ao ano em 2026, um CDB que paga 100% do CDI rende bem mais que TR + 3% ao ano, mesmo depois do Imposto de Renda. Mas o FGTS não pode ser movido para um CDB, a não ser que o trabalhador saque por uma hipótese legal.

O STF mandou corrigir o FGTS de anos anteriores?

Não. Na ADI 5090, julgada em junho de 2024, o STF garantiu correção mínima pelo IPCA só daí para frente, a partir da publicação da ata do julgamento. Não houve correção retroativa dos saldos antigos.

Outras dúvidas sobre o tema

Fontes oficiais consultadas

Conteúdo informativo, revisado em 9 de outubro de 2026 com base na legislação e em páginas oficiais. Não substitui a orientação de advogado, contador ou do órgão responsável para o seu caso.