Guia GPS INSS: o que é, valores 2026, códigos e como pagar

INSS e benefícios · Atualizado em 9 de outubro de 2026

Resposta rápida

A guia GPS INSS é usada por autônomos e segurados facultativos para pagar o INSS por conta própria. Em 2026, o plano normal (20%) custa de R$ 324,20 a R$ 1.695,11, o simplificado (11%) R$ 178,31 e o facultativo baixa renda (5%) R$ 81,05. O vencimento é o dia 15 do mês seguinte, com códigos como 1007, 1163, 1406, 1473 e 1929.

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A guia GPS INSS (Guia da Previdência Social) é o documento usado por autônomos (contribuintes individuais), segurados facultativos e empregadores domésticos em situações específicas para recolher a contribuição ao INSS. Em 2026, o contribuinte individual e o facultativo pagam de R$ 324,20 a R$ 1.695,11 no plano normal (20%), R$ 178,31 no plano simplificado (11%) e R$ 81,05 no facultativo de baixa renda (5%). O vencimento é o dia 15 do mês seguinte ao da competência (art. 30, II, da Lei 8.212/1991).

Guia GPS INSS: o que é e quem usa

A GPS é a guia de recolhimento da contribuição previdenciária de quem paga o INSS por conta própria. Ela garante a contagem de tempo e a qualidade de segurado para benefícios como aposentadoria, auxílio por incapacidade temporária, salário-maternidade e pensão por morte para a família.

  • Contribuinte individual: quem trabalha por conta própria (autônomo, profissional liberal, diarista, motorista de aplicativo que contribui por conta própria etc.).
  • Facultativo: quem não exerce atividade remunerada, mas quer contribuir (estudante, dona de casa, desempregado).
  • Facultativo de baixa renda: pessoa sem renda própria que se dedica só ao trabalho doméstico na própria casa, de família inscrita no CadÚnico com renda mensal de até 2 salários mínimos (art. 21, § 2º, II, “b”, e § 4º, da Lei 8.212/1991).

O MEI não usa GPS: ele paga o INSS dentro do DAS mensal (veja o DAS-MEI 2026). O empregado com carteira assinada também não, porque o desconto é feito pela empresa.

Valores da GPS em 2026

PlanoAlíquotaBaseValor mensal 2026
Plano normal (contribuinte individual e facultativo)20%De R$ 1.621,00 a R$ 8.475,55De R$ 324,20 a R$ 1.695,11
Plano simplificado11%Salário mínimo (R$ 1.621,00)R$ 178,31
Facultativo baixa renda5%Salário mínimo (R$ 1.621,00)R$ 81,05

Para escolher o valor e ver o impacto na aposentadoria, use a calculadora de INSS para autônomo.

Códigos de pagamento da guia GPS INSS

CategoriaMensalTrimestralAlíquota
Contribuinte individual – plano normal1007110420%
Contribuinte individual – plano simplificado1163118011%
Facultativo – plano normal1406145720%
Facultativo – plano simplificado1473149011%
Facultativo baixa renda192919375%
Segurado especial que contribui facultativamente1503155420%

Fonte: tabela de códigos de pagamento do INSS. Usar o código errado faz a contribuição ser registrada na categoria errada e pode exigir pedido de acerto no INSS.

Pessoa conferindo uma guia de pagamento em papel

Guia GPS INSS baixa renda

A contribuição de 5% (R$ 81,05 em 2026, código 1929) só é validada se a pessoa realmente se enquadrar como facultativo de baixa renda: não ter renda própria, dedicar-se apenas ao trabalho doméstico na própria residência e pertencer a família inscrita no CadÚnico com renda de até 2 salários mínimos. Se o cadastro estiver desatualizado ou a renda passar do limite, as contribuições podem não ser validadas, e a pessoa terá de complementar a diferença para o plano em que se encaixa.

Quem paga 5% ou 11% e depois quiser usar esse período em regras que exigem tempo de contribuição ou em contagem recíproca deve complementar até 20% sobre o salário mínimo, com juros (art. 21, § 3º, da Lei 8.212/1991). Há códigos próprios para a complementação, como 1295 (contribuinte individual), 1686 (facultativo), 1830 e 1945 (baixa renda).

Como emitir a guia GPS INSS individual

  1. Tenha em mãos o número de inscrição no INSS (NIT, PIS/PASEP ou o próprio CPF, conforme o sistema).
  2. Emita a guia no sistema SAL (Sistema de Acréscimos Legais) da Receita Federal ou pelo canal indicado no Meu INSS.
  3. Escolha a categoria e o código de pagamento, informe a competência (mês/ano) e o salário de contribuição.
  4. Para competências em atraso, o sistema calcula juros e multa automaticamente.
  5. Imprima ou copie o código de barras e pague até o dia 15 do mês seguinte.

Guia GPS INSS: como pagar

A GPS pode ser paga pelo código de barras em aplicativos de banco, internet banking, caixas eletrônicos, agências e correspondentes bancários. Guarde o comprovante: ele é a prova do recolhimento caso a contribuição não apareça no extrato CNIS. A tabela do INSS também traz códigos trimestrais; antes de usá-los, confirme no Meu INSS ou pelo 135 se a opção trimestral se aplica ao seu caso.

Guia GPS INSS antes de 1999 e contribuições atrasadas

Contribuições em atraso podem ser pagas com juros e multa. Mas, para períodos muito antigos, alcançados pela decadência, o contribuinte individual não simplesmente “paga a guia do mês”: ele precisa comprovar que exercia atividade remunerada no período e indenizar o INSS. Pelo art. 45-A da Lei 8.212/1991, a indenização é de 20% da média dos maiores salários de contribuição (80% do período desde julho de 1994), com juros de 0,5% ao mês, limitados a 50%, e multa de 10%. Por isso, quem procura “guia GPS antes de 1999” ou de anos antigos normalmente precisa primeiro pedir ao INSS o reconhecimento e o cálculo do período.

O segurado facultativo não pode recolher meses passados em que não estava inscrito: a contribuição facultativa só vale a partir da inscrição. Contribuições pagas com atraso também podem não contar para carência em certos casos, por isso confira antes de pagar períodos antigos.

Guia GPS INSS e Receita Federal

A arrecadação das contribuições previdenciárias é administrada pela Receita Federal, que mantém o SAL para emissão e cálculo de acréscimos. Empresas deixaram de usar a GPS para a maior parte das contribuições e passaram a recolher por DARF via DCTFWeb; para o segurado que contribui por conta própria, a GPS continua sendo a guia usada.

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Perguntas frequentes

Guia GPS INSS: o que é?

É a Guia da Previdência Social, usada para recolher a contribuição de quem paga o INSS por conta própria, como autônomos e segurados facultativos. O pagamento garante tempo de contribuição e acesso a benefícios.

Qual o valor da GPS em 2026?

No plano normal de 20%, de R$ 324,20 a R$ 1.695,11. No plano simplificado de 11%, R$ 178,31. No facultativo de baixa renda de 5%, R$ 81,05.

Quem pode pagar a guia GPS baixa renda?

O segurado facultativo sem renda própria que se dedica só ao trabalho doméstico na própria casa e pertence a família inscrita no CadÚnico com renda de até 2 salários mínimos. O código mensal é 1929.

Qual o vencimento da guia GPS?

Até o dia 15 do mês seguinte ao da competência, conforme o art. 30, II, da Lei 8.212/1991. Depois disso, a guia deve ser emitida com juros e multa.

Como emitir guia GPS INSS individual?

Pelo sistema SAL da Receita Federal ou pelo canal indicado no Meu INSS, informando NIT ou CPF, código de pagamento, competência e salário de contribuição. Depois, é só pagar pelo código de barras.

Dá para pagar GPS de anos antigos, antes de 1999?

Para períodos alcançados pela decadência, o contribuinte individual precisa comprovar a atividade e indenizar o INSS conforme o art. 45-A da Lei 8.212/1991. O cálculo e a autorização passam pelo INSS antes do pagamento.

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Fontes oficiais consultadas

Conteúdo informativo, revisado em 9 de outubro de 2026 com base na legislação e em páginas oficiais. Não substitui a orientação de advogado, contador ou do órgão responsável para o seu caso.