Auxílio-doença precisa de carência?
Resposta
Sim, em regra o auxílio-doença exige carência de 12 contribuições mensais. Acidente de qualquer natureza, doença do trabalho e doenças graves da lista oficial dispensam essa exigência.
O auxilio doença precisa de carencia de 12 contribuições mensais, pelo art. 25, I, da Lei 8.213/1991, hoje chamado de auxílio por incapacidade temporária. O art. 26, II, dispensa a carência em acidente de qualquer natureza, doença profissional ou do trabalho e nas doenças das Portarias Interministeriais MTP/MS nº 22/2022 e nº 15/2026. Também é preciso ter qualidade de segurado e incapacidade por mais de 15 dias.
Exemplo prático
Pedro começou a trabalhar com carteira assinada há 8 meses, sem ter contribuído antes. Veja duas situações:
- Hérnia de disco que exige 40 dias de afastamento: ele tem 8 contribuições e a regra pede 12. A empresa paga os primeiros 15 dias, mas o INSS nega o auxílio a partir do 16º dia por falta de carência.
- Fratura na perna em acidente de moto num fim de semana: acidente de qualquer natureza dispensa carência. Pedro recebe o auxílio a partir do 16º dia, mesmo com só 8 contribuições.
Valor no caso do acidente, supondo salário de benefício de R$ 3.000 e média das 8 contribuições de R$ 2.800: 91% de R$ 3.000 = R$ 2.730. Como fica abaixo da média de R$ 2.800, o limite não reduz o valor, e Pedro recebe R$ 2.730 por mês.
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Abrir a calculadora: Auxílio-DoençaQuem fica doente logo depois de começar a contribuir quer saber se o auxilio doença precisa de carencia. Precisa, na maior parte dos casos. A carência é o número mínimo de contribuições mensais que o segurado deve ter pago antes de ficar incapaz. Para o auxílio por incapacidade temporária, nome atual do auxílio-doença, a Lei 8.213/1991 (art. 25, I) exige 12 contribuições.
Auxilio doença precisa de carencia em quais casos
Segundo o INSS, os requisitos do benefício são três:
- ter qualidade de segurado, isto é, estar contribuindo ou dentro do período de graça;
- comprovar em perícia médica a incapacidade para o trabalho ou atividade habitual por mais de 15 dias seguidos;
- em regra, ter cumprido a carência de 12 contribuições mensais.
A carência só é dispensada nas exceções previstas em lei. Fora delas, quem tem menos de 12 contribuições não recebe, mesmo com atestado.
O que é auxílio-doença sem carência
O art. 26, II, da Lei 8.213/1991 lista os casos em que o benefício independe de carência. O INSS os resume assim:
- Acidente de qualquer natureza ou causa, seja de trabalho, de trânsito ou doméstico.
- Doença profissional ou do trabalho.
- Doenças e afecções da lista oficial (Portarias Interministeriais MTP/MS nº 22/2022 e nº 15/2026): tuberculose ativa; hanseníase; transtorno mental grave com alienação mental; neoplasia maligna (câncer); cegueira; paralisia irreversível e incapacitante; cardiopatia grave; doença de Parkinson; espondilite anquilosante; nefropatia grave; estado avançado da doença de Paget; aids; contaminação por radiação; hepatopatia grave; esclerose múltipla; acidente vascular encefálico agudo; abdome agudo cirúrgico; e gestação de alto risco.
AVC agudo e abdome agudo cirúrgico só dispensam carência quando têm evolução aguda e critérios de gravidade, avaliados pela Perícia Médica Federal. Nas doenças da lista, a lei exige que a doença tenha surgido depois da filiação ao INSS.

Auxílio-doença precisa de quanto tempo de contribuição
Em regra, 12 meses de contribuição, que não precisam ser seguidos, desde que o segurado não tenha perdido a qualidade de segurado no meio do caminho. Se perdeu, o art. 27-A da Lei 8.213/1991 exige, a partir da nova filiação, metade da carência: 6 contribuições. As contribuições antigas voltam a contar para completar as 12.
Para contribuinte individual e facultativo, só contam as contribuições pagas em dia a partir da primeira paga sem atraso. Pagamentos atrasados de períodos antigos, em geral, não servem para carência.
Doença anterior à filiação
O art. 59, § 1º, impede o benefício para quem já entrou no INSS com a doença que causa a incapacidade. A exceção é quando a incapacidade surge pela progressão ou agravamento da doença depois da filiação. Por isso, começar a contribuir já doente para pedir o benefício costuma resultar em negativa.
Quanto paga o auxílio-doença
O valor é de 91% do salário de benefício (art. 61), limitado à média dos 12 últimos salários de contribuição (art. 29, § 10). Nunca fica abaixo do salário mínimo, R$ 1.621,00 em 2026. Para o empregado, a empresa paga os primeiros 15 dias e o INSS paga a partir do 16º; os demais segurados recebem desde o início da incapacidade. Faça a conta na calculadora de auxílio-doença.
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Abrir a calculadora: Auxílio-DoençaPerguntas relacionadas
Auxílio-doença precisa de quanto tempo de contribuição?
Em regra, 12 contribuições mensais, pelo art. 25, I, da Lei 8.213/1991. Quem perdeu a qualidade de segurado e voltou a contribuir precisa de 6 novas contribuições para recuperar a carência.
Acidente fora do trabalho dispensa carência?
Sim. A lei dispensa a carência em acidente de qualquer natureza ou causa, inclusive de trânsito ou doméstico. Ainda é preciso ter qualidade de segurado e incapacidade por mais de 15 dias.
Câncer precisa de carência para o auxílio-doença?
Não. Neoplasia maligna está na lista oficial de doenças que dispensam carência, desde que tenha surgido depois da filiação ao INSS. A perícia médica confirma o enquadramento.
Gravidez de risco dá auxílio-doença sem carência?
Sim. A gestação de alto risco entrou na lista de isenção de carência com a Portaria Interministerial MTP/MS nº 15/2026, segundo o INSS. A incapacidade precisa ser comprovada na perícia.
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Fontes oficiais consultadas
Conteúdo informativo, revisado em 9 de outubro de 2026 com base na legislação e em páginas oficiais. Não substitui a orientação de advogado, contador ou do órgão responsável para o seu caso.
